Os moradores da Transacreana e policiais que atenderam a ocorrência do arrastão na Transacreana que resultou na morte de um pastor evangélico, denunciaram a demora da Polícia Militar para chegar ao local. O fato teria sido provocado pela falta de viaturas. Um policial que pediu para não ser identificado afirmou à reportagem que o motivo seria falta de pagamento das oficinas. Os veículos não estariam sendo liberados após o conserto por falta de pagamento.

A assessoria da Secretaria de Segurança Pública respondeu aos questionamentos. De acordo com o comandante Geral da PM, Paulo César Gomes, não existem pendências quanto aos pagamentos relacionados à manutenção de viaturas, os pagamentos estão em dia. O que ocorre é que as oficinas não estão dando conta da demanda existente e consequentemente, há uma demora na entrega do serviço.

O comando da Polícia Militar também confirmou a falta de comunicação entre as guarnições que foram atender a ocorrência. “O sistema de segurança migrou para a comunicação digital que não tem alcance sobre aquela região e estão sendo implantadas antenas para comunicação analógica”, disse.

E sobre a implantação do posto militar no local, o comandante da PM disse que o espaço físico está pronto, mas que não há efetivo. “Sobre o posto militar, o espaço está pronto para uso, contudo ainda não está em funcionamento por falta de efetivo. Dentro do planejamento, está o direcionamento de policiais para região do 1° Batalhão nos próximos dias, oriundos do gabinete militar que estão sendo devolvidos à PM. Enquanto isso, haverá o reforço do policiamento extraordinário naquela região”, afirma Paulo César.