Daniel Alves por anos desfilou no futebol europeu como o melhor lateral-direito do mundo. De volta à posição como ala no clássico contra o Palmeiras, o camisa 10 do São Paulo relembrou os velhos tempos e comandou a vitória por 1 a 0, no Allianz Parque, a segunda consecutiva do time tricolor na casa do rival. Dessa vez pelo Campeonato Paulista (ano passado foi pelo Brasileirão).

Escalado aberto pela direita, Daniel Alves foi o “velho” Dani Alves. Como nos tempos de Barcelona, Sevilla e seleção brasileira, assumiu a função construtora pelo lado do campo e liderou o time. Dos pés dele, inclusive, saiu o gol responsável por definir o primeiro Choque-Rei da temporada e embalar de vez a equipe comandada por Hernán Crespo.

O camisa 10 avançou para pressionar a saída de bola do Palmeiras, roubou de Gustavo Scarpa, carregou e cruzou como um lateral de sua categoria para Pablo, sozinho, balançar as redes do rival. Ações em alto nível de um jogador diferenciado e que resultaram em três pontos.

Antes mesmo do gol, o lateral Daniel Alves se apresentava como principal opção do São Paulo para o clássico. Na primeira etapa, um cruzamento achou Luciano, que quase balançou as redes. Era uma amostra de como o caminho para a vitória se construía pelo antigo “melhor lateral direito do mundo”.

Agora resta a dúvida para Hernán Crespo: retornar Daniel Alves para o meio-campo, função na qual ele se acostumou a jogar no São Paulo, ou insistir para o veterano retornar à velha função que o colocou como um dos destaques do futebol europeu desde o fim da década passada.

Ter de volta o “melhor 2 do mundo” é um “problema” desejado por qualquer treinador.