Este 19 de abril marcou uma conquista absolutamente inédita na história da humanidade: a Agência Espacial Americana realizou o primeiro voo em outro planeta.

Eram 3h30 no Centro de Controle da Nasa, mas eles estavam tão empolgados que nem parecia ser madrugada. A engenheira-chefe Mimi Aung quase não conseguiu se conter. Ela contou pouco antes que o time está trabalhando há seis anos para conseguir fazer a máquina voar.

E o vídeo chegou de Marte. É a primeira vez que um objeto voa na atmosfera de um outro planeta. O drone ficou 39 segundos no ar e, para a missão ser bem-sucedida, precisava pousar. E aí Mimi rasgou o discurso que tinha escrito para um eventual fracasso.

Na Terra, um drone hoje em dia é tão comum para a gente que, em primeiro lugar, a gente esquece quanto tempo demorou para inventar. E, em segundo lugar, quando ele começa a voar, ele não está voando no nada, mas numa piscina de ar – as hélices empurram o ar para baixo para que ele possa subir.

Lá em Marte tem só 1% do ar que tem na Terra. Então os engenheiros tiveram que fazer um drone que é muito mais leve, as hélices giram muito mais rápido e é todo computadorizado, e tiveram que fazer centenas de testes num ambiente que imita a atmosfera marciana para que ele pudesse pousar em segurança.

O robô Perseverança gravou o vídeo histórico. O carrinho tem a missão de achar sinais de que já houve vida em Marte. Ele e o drone foram mandados juntos para servirem de espiões no planeta vermelho.

O drone, apelidado de Engenhosidade, vai poder mandar fotos. Essa foi a primeira que tirou da sua própria sombra.

Mimi diz que nas próximas duas semanas vão ser outros quatro voos – e eles querem ser ousados, voar cada vez mais alto e mais longe, porque o principal objetivo é juntar informação para os engenheiros na Terra desenvolverem outros objetos voadores para Marte.

Mimi mandou uma mensagem especialmente para as meninas que sonham em ser engenheiras: “Não deixe que ninguém te convença que você não consegue”.

Quem assiste a uma cena como a de Santos Dumont com o 14 Bis se pergunta: será que ele imaginaria que estaríamos assistindo a isso em Marte?