Após anúncio do governador do Acre, Gladson Cameli, na terça-feira, 20, de que irá flexibilizar as medidas de combate ao Covid-19 no estado e autorizar a abertura geral do comércio aos finais de semana no Acre, o Ministério Público Estadual (MP-AC), em reunião com o governador, se posicionou contra a reabertura.

A informação foi repassada pelo promotor de Saúde do MP-AC, Gláucio Oshiro, durante o Programa Audiência Pública da Rádio CBN Rio Branco nesta quarta-feira, 21. O promotor explicou que o órgão é contra a flexibilização porque não houve uma mudança na ocupação de leitos nos hospitais, ainda há pessoas à espera de leitos de UTI e o número de óbitos não reduziu também.

Gláucio esteve reunido com o governador na terça para discutir sobre o avanço dos casos de Covid-19 no Acre e as medidas de restrição quando foi anunciada a flexibilização. Segundo ele, foi uma surpresa esse anúncio porque não há uma redução de casos no estado.

“Nossa posição é de manter as medidas restritivas, não ampliá-las, ou seja, não deixar mais rigorosas, mas também não afrouxar. Até para perceber o movimento nas próximas semanas, creio que duas semanas, e se a gente conseguir baixar tenhamos uma boa dose de tranquilidade. É importante observar que em nenhum momento as UTIs deram folga, por dois dias ficamos sem pessoas aguardando solicitações de UTI. O resto foram todos 100% de lotação e pessoas aguardando vagas”, destacou o promotor.

As medidas mais restritivas para conter a contaminação do coronavírus no estado começaram a valer no dia 13 de março. Até então, apenas serviços essenciais podiam funcionar nos finais de semana e feriados.

Na terça, Gladson Cameli disse que levou em consideração para a reabertura, o argumento dos empresários e também os casos de Covid que, segundo ele, têm apresentado baixa no estado. Outra mudança é que o toque de recolher passa a ser das 22h às 5h, assim como na semana e não mais 19h às 5h. As novas medidas passam a ver somente a partir de sábado, 24.