Nesta quinta feira, 22, o gestor da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócios do Acre (Sepa), Nenê Junqueira, participou de uma reunião com representantes da Central de Incubação de Pintos, localizada ao lado do Parque de Exposições, em Rio Branco.

Visita à central de incubação de Pintos. Foto: Cedida

O objetivo do encontro foi definir estratégias para reativação da central, que está com a produção paralisada desde 2019 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por não ter a adequação das normas exigidas para o funcionamento.

“Em outubro de 2019 a central de incubação passou por uma auditoria fiscal em que o Ministério da Agricultura identificou uma série de procedimentos técnicos que estavam obsoletos, mesmo porque o prédio da central já tem quase 50 anos e precisa de reparos. Então eles bloquearam a produção até que fosse feita uma reforma interna direcionada para o fluxo e refluxo da produção”, explicou o responsável pela central, o engenheiro agrônomo Regis Prado.

De acordo com o secretário Junqueira, a iniciativa foi uma determinação do governador Gladson Cameli à Sepa e demais instituições que trabalharão em conjunto para retomar as atividades a curto prazo.

“A central de incubação tem uma história de 45 anos que não podemos deixar terminar dessa forma. Está há quase dois anos fechada e vamos juntar todas as forças agora, governo do Estado e Mapa, para reabrir a incubadora em breve”, ressaltou o titular da Sepa.

Fundada em 1976, a incubadora já beneficiou mais de 50 mil produtores, comercializando aves por um preço abaixo do valor de mercado e proporcionando renda extra para muitas famílias. Em 2019, a central produziu 73.432 aves comercializadas em 20 municípios do estado, atendendo 588 produtores da agricultura familiar.

Após a reunião, o secretário Nenê Junqueira foi à sede do Mapa na capital e foi recebido pelo superintendente Fernando Bertoleso, que prontamente se disponibilizou a ajudar. Será elaborado um projeto com a nova central de incubação em uma área maior e seguindo todas as determinações de funcionamento do Ministério e, em seguida, encaminhado um ofício solicitando reabertura do espaço e a retomada da produção.