Moisés Diniz, ex-secretário adjunto de educação do governo Gladson Cameli, utilizou suas redes sociais neste sábado, 24, para responder as denúncias feitas pelo vice-governador major Rocha sobre os gastos da Secretaria Estadual de Educação com materiais para a educação, e o suposta contratação da Rede Amazônica pelo governo.

Em denúncia feita também no sábado, 24, Rocha alega gastos exacerbados com toners, cartuchos de impressora, e material gráfico, sendo que os professores estão trabalhando em home office.

Em resposta, Moisés Diniz falou sobre a TV Aldeia, “Eu acreditava que o vice-governador soubesse, já são mais de dois anos de governo, e o governador Gladson Cameli pegou a Tv Aldeia sucateada, e ainda analógica, e ainda sem a menor condição de transmissão das vídeo-aulas.” O ex-secretário esclareceu ainda, que o governo tentou recorrer a outras TVs, mas que nenhuma cobria os 22 municípios acreanos. “A única que cobria os 22 municípios era a Amazon Sat, a rede Amazônica, então nós contratamos um estúdio para elaborar as vídeo-aulas, usamos a estrutura pública nossa para gravar as áudio-aulas, contratamos a rede Amazônica para transmitir as aulas”. Pontuou.

O ex-deputado adjunto de educação ressaltou ainda que “o professor na sua casa, assiste a aula e organiza um grupo de WhatsApp e faz a aula dos alunos, e tem a com aula remota, trabalha muito mais do que na aula presencial, com 23, 30 alunos, porque muitas vezes o atendimento é individual.” Destaca Moisés.

Segundo Moisés Diniz, o professor ainda tem que atender os alunos que não tem acesso à internet. “Em centenas e centenas de moradias pobres, nos bairros de 22 municípios e na zona rural, não tem internet, as famílias pobres não tem como ter a aula com o professor, então o professor vai na escola, no seu carro, na sua moto, as vezes de canoa, na zona rural, para deixar o material”. Explica.

Sobre a denúncia do uso de toners, Moisés questionou o vice-governador, “nosso vice-governador questiona a compra de toners quando não tem aula presencial, nesses dois anos, nenhum dos assessores do vice-governador lhe disse que são milhares e milhares de cartilhas para o professor, para o aluno, roteiro para o professor, que o professor leva na casa para o aluno, que precisa encadernar, e o vice-governador questiona toners quando é pra ser usado exatamente em milhares e milhares de cartilhas de material escolar. O kit escolar é exatamente para esse aluno em casa, poder ter o mínimo de condição de acompanhar as aulas, um lápis, uma borracha, um caderno, além da cartilha que recebe.” Destacou.

Moisés Diniz fez questão de pedir que Rocha faça uma visita a diretora de ensino, professora Denise. Ressaltando que ela não faltou nenhum dia na SEE, mesmo tendo comorbidades, para produzir material e conseguir educar os alunos da rede estadual. O ex-secretário pediu ainda que o vice-governador agradeça os professores que se dedicam nesses dois anos de pandemia para não deixar os alunos perderem o ano letivo.