O estudo ‘Benefícios Econômicos e Sociais no Estado do Acre’ foi realizado pelo Instituto Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na prestação dos recursos hídricos no país. Nesta terça-feira, 27, o levantamento foi divulgado e enviado ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

Segundo o Instituto Trata Brasil, o estudo se propôs a analisar os ganhos que a universalização do saneamento traria ao estado do Acre e suas maiores cidades. Embora não se tenha um estudo definitivo sobre a ligação entre a falta de saneamento básico com o aumento de casos de Covid-19, é muito provável que a escassez de serviços de saneamento do Acre dificulta o combate à doença causada por esse vírus. Apenas 48% da população tem acesso à água potável e somente 10% dos acreanos têm o esgoto coletado.

Desde 2007, avalia as situações regionais do saneamento básico para compreender os desafios e possíveis ganhos que estados e municípios teriam com a universalização do saneamento, sobretudo ganhos na saúde pública, com a redução de doenças, mas também na educação, no trabalho e renda, geração de empregos, melhorias no valor dos imóveis e no turismo.
O Trata Brasil há 11 anos publica seu Ranking do Saneamento, com base nos indicadores das 100 maiores cidades, e Rio Branco há muitos anos figura entre as piores cidades. No relatório 2021 (ano base 2019), a capital estava na 92ª posição entre as 100 cidades. Isso evidencia que tanto o estado quanto a capital têm desafios enormes em saneamento básico e estão muito distantes das metas previstas no novo Marco Legal do Saneamento.

Confira o Relatório completo

Ascom MPAC