Muitas pessoas que desenvolvem Parkinson podem experienciar sintomas como a perda de olfato anos antes de serem finalmente diagnosticadas e previamente ao desenvolvimento de outros sinais mais óbvios da patologia degenerativa. 

O novo teste pode assim ajudar a detectar o Parkinson em doentes ainda em estágio inicial.

Há anos, que ‘testes de cheiro’ são usados para identificar a condição degenerativa do cérebro.

O teste de raspagem e cheiro mais comum vem da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e alguns pacientes já haviam afirmado anteriormente que o odor potente emitido pelo cartão pode ser alterado dependendo de quão fortemente é raspado.

Agora, o médico e investigador Ahmed Ismail da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, desenvolveu uma nova ferramenta que inclui meia dúzia de cheiros diferentes.

Ao escrever sobre as suas descobertas no Journal of the Royal Society Interface, Ismail disse que os novos testes contêm uma gota de óleo aromático pungente.

Esta cápsula, explica a equipe do médico, é então colocada em duas tiras de fita e o teste pode ser ativado ao esmagar a cápsula e puxando os pedaços de fita para libertar o odor.

Ismail disse: “testes de raspar e cheirar que avaliam o olfato já estão sendo usados em estudos de pesquisa, mas ainda não estão prontos para uso na prática clínica”.

“O desenvolvimento de novas abordagens para avaliar as mudanças na capacidade da pessoa de cheirar é uma rota emocionante para a criação de ferramentas que poderão ser utilizadas para detectar a doença de Parkinson no futuro”. 

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