Um lutador de sumô japonês morreu um mês após cair de cabeça durante uma luta. O vídeo de Hibikiryu de 28 anos, deitado de bruços por vários minutos antes de receber qualquer ajuda médica, gerou críticas generalizadas e perguntas sobre por que os médicos não estavam presentes ao lado do ringue.

De acordo com o portal Japan Today, em lutas de sumô é comum que os médicos não fiquem sentados ao lado do ringue. Eles esperam que os lutadores se levantem sozinhos após serem lançados ao solo ou caírem.
Para piorar, Hibikiryu foi mudado de posição por oficiais enquanto aguardava socorro , algo que os especialistas apontaram que só deveria ter sido feito por médicos treinados, devido ao risco de lesão na coluna.

A associação de sumô disse que “uma relação causal entre a morte do lutador e sua lesão não está clara neste momento”. “Quanto a como melhorar os sistemas médicos de emergência, anunciaremos algo quando decidirmos formalmente”, disse uma porta-voz à AFP.

Embora, não haja relatos anteriores de lutadores morrendo após ferimentos sofridos em lutas, os perigos do esporte e os padrões médicos têm sido debatidos. Jornais esportivos japoneses apontaram que a associação de sumô estaria discutindo mudanças nas regras de primeiros socorros, incluindo colocar médicos ao lado do ringue, como é o caso do boxe profissional.
O acupunturista e massoterapeuta Hideo Ito, que trata lutadores de sumô há duas décadas, afirmou que Hibikiryu pode ter machucado a coluna ao cair. “Ele era um lutador maravilhoso, sempre com um sorriso gentil e sempre atencioso com os outros”, disse Ito à AFP, pedindo que os médicos ficassem de prontidão em cada luta.

Ainda segundo a publicação, a morte de Hibikiryu gerou diversas críticas à lenta resposta médica no caso. “Isso é o que eu temia”, tuitou o médico e romancista Mikito Chinen.
“Não podia acreditar no que via. Como um lutador, que obviamente tinha uma grande chance de sofrer uma lesão na coluna foi deixado sem tratamento por vários minutos enquanto priorizavam o anúncio de quem havia vencido?”, questionou Chinen.

Veja o vídeo:
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