A partir desta quarta-feira (5), uma chuva de meteoros deve atingir a atmosfera da Terra. O fenômeno poderá ser visível a olho nu até quinta-feira (6), se o céu estiver com baixa nebulosidade, por volta das 2 horas da madrugada.

Mesmo se as condições de céu estiverem boas, alguns fatores podem atrapalhar. De acordo com Anísio Lasievicz, diretor do Parque da Ciência Newton Freire, até a luminosidade da Lua pode dificultar a visualização do fenômeno. “Eta Aquáridas é formada por detritos do Cometa Halley, vai ficar visível no lado Leste. Basta encontrar a Lua, que vai estar minguante, que os meteoros vão estar mais a esquerda dela. Ao mesmo tempo que a Lua vai ajudar na localização, pode atrapalhar pela luminosidade”, revela o diretor.

Quando se fala em chuva de meteoros, o próprio nome do fenômeno pode assustar. Afinal, a teoria diz que apenas um meteoro foi responsável por dizimar a população de dinossauros da Terra. Eta Aquáridas é formada por meteoros, fragmentos de poeira, que acabam sendo desintegrados ao entrar na atmosfera terrestre. O episódio tem esse nome porque acontece próximo da estrela Eta Aquarii, que fica na constelação de Aquário.

Quando o meteoro brilha ao entrar na atmosfera, é chamado popularmente de estrela cadente. “Isso acontece numa faixa de 50 a 100 km de altitude. Um avião comercial, por exemplo, atinge altura média de 12 km”, releva Lasievicz.

Chuva de meteoros são regulares e acontecem em média de duas a três vezes ao mês. “Algumas acontecem bem fracas, mas como a maioria das pessoas moram em cidades, a poluição luminosa acaba dificultando a visualização desses fenômenos”, salienta.

Mais fenômenos dia 26 de maio

O mês de maio revela mais dois episódios astronômicos. No dia 26, a segunda Superlua do ano vai iluminar o céu. Vai ser a vez da Lua das Flores, nome relacionado ao mês em que o fenômeno acontece e que está relacionado à primavera no hemisfério norte, estação das flores.

Na mesma data um eclipse lunar total deve acontecer na madrugada. “Infelizmente, o não vai ser visível aqui no Brasil. O eclipse será quando o sol estiver nascendo, bem de manhã. Já na África, na Ásia, vai ser possível ver esse eclipse”, explica Lasievcz.