Nos primeiros quatro meses do ano, o Acre registrou queda de 36,7% dos índices de mortes violentas, se comparado ao mesmo período do ano passado. É o que aponta o Observatório de Análise Criminal, por meio de relatório divulgado pelo Ministério Público do Acre (MPAC), na tarde de quarta-feira, 5.

Em 2020, foram 128 mortes violentas registradas em todo o território acreano, enquanto que em 2021 foram 81. Em Rio Branco a redução foi ainda mais significativa, chegando a 40,4%. Entre as mortes intencionais contabilizadas pelo Observatório, estão: homicídio doloso, feminicídio, óbitos decorrentes de intervenções policiais, lesão corporal resultada em morte e latrocínio.

As reduções desses casos também refletem na queda de outros crimes, como assaltos e tráfico de drogas. Neste segmento, o relatório também mostrou reduções. Segundo o titular da pasta de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Paulo Cézar Rocha dos Santos, as instituições que integram as forças de segurança do Estado têm seguido um planejamento exitoso, pautado em ações estratégicas específicas, com a execução de operações integradas, intensificação dos trabalhos de investigação e investimentos em tecnologia.

“Os profissionais do Sistema de Segurança são os maiores responsáveis pela redução dos índices, pois mesmo diante do elevado risco de contaminação por Covid-19, em virtude da atribuições referentes ao serviço policial, mantêm o nível de prevenção e de respostas operacionais ao crime, cumprindo fielmente o planejamento definido com a finalidade de reduzir os indicadores de violência”, diz o secretário.

Na série de investimentos feitos pelo governo do Estado na área da Segurança Pública, destacam-se o aumento do efetivo com a contratação de policiais do último concurso das polícias Militar e Civil, a aquisição de mais de 200 veículos direcionados ao combate à criminalidade, a valorização do servidor, com a manutenção das promoções em dia, entre outros benefícios, a criação do Departamento de Gestão Integrada de Segurança Eletrônica, a modernização dos equipamentos de inteligência, a ampliação do cerco eletrônico; a aquisição equipamentos, além da modernização do Centro de Comando e Controle da Capital, centralizando todos os chamados de ocorrências.