O deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) e o deputado Jonas Lima (PT) retiraram suas assinaturas do pedido de CPI  que investigaria a educação do estado do Acre.

O projeto foi apresentado pelo deputado Daniel Zen (PT) e visava investigar o uso de recursos na Secretaria de Estado de Educação. O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) lamentou a retirada das assinaturas dos cegas. Edvaldo disse que prevaleceu o interesse privado sobre o público.

“Houve uma disputa entre a política e os negócios. E na disputa da política e os negócios, venceram os negócios. Houve uma disputa entre o interesse público e o interesse privado, e prevaleceu o interesse privado. Houve uma disputa entre a transparência dos atos e as negociações não republicanas. Foi isso que demorou 21 dias. Depois de 21 dias prevaleceu os negócios no escurinho do cinema”, disse, o parlamentar durante sessão na Aleac nesta terça-feira, 11.

Segundo o Deputado Daniel Zen, ainda na noite da segunda-feira, 10, Jonas Lima oficializou a retirada de sua assinatura. Zen declarou que  não se sente na posição de julgar “Vi a decisão com naturalidade. O PT tem se tornado um partido cada vez mais democrático, com respeito às posições de seus membros”.

Com a retirada das assinaturas de Jonas Lima (PT) e Fagner Calegário (Podemos), a CPI proposta pelo deputado Daniel Zen foi encerrada antes mesmo de ter um início. Sendo assim, o deputado e líder do governo, Pedro Longo, também fez a retirada do requerimento de autoria dele, que pedia a instalação de uma outra CPI da Educação, para investigar o período de 2016 a 2020.