Se você já chegou em uma fase do casamento em que o sexo é praticado poucas vezes no mês, não se contente com isso. O amor e o respeito, segundo os especialistas, são de fato importantes, mas o sexo deve ser mantido em um patamar bem próximo a esses dois fatores.

Pensando em encontrar soluções para o nosso leitor, o Amazônia Agora conversou com a psicóloga e sexóloga amazonense, Neyla Siqueira, que mantém a página @amorsexoeafinss no instagram. A especialista destacou dez pontos que o casal deve perceber para que a falta de sexo no casamento não caia em uma rotina. Pegue o seu celular, notebook ou tablete e chame seu parceiro ou parceira para acompanhar essa leitura.

1 – Cadê a cumplicidade que tava aqui?

Casar não necessariamente significa ser cúmplice do outro em todo os momentos, principalmente no sexo. Parece meio desconexo afinal é o auge da intimidade entre duas pessoas, mas nem sempre isso significa que ambos são cúmplices até debaixo da água, ou nesse caso, dos lençóis. Ser cúmplice no sexo é entender que além do ato em si tem muita coisa envolvida, para Neyla Siqueira “é se colocar no lugar do outro no ‘rala e rola’, se preocupar menos com a performance e mais com o momento e com o prazer de ambos”.

2 – Deixar as tarefas de casa deitar na mesma cama

Para especialista, levar os problemas para a cama pode atrapalhar a vida sexual do casal
Para especialista, levar os problemas para a cama pode atrapalhar a vida sexual do casal | Foto: Reprodução/Deposit Photos

Deixar as preocupações de lado até conseguir resolvê-las é difícil. Mas segundo a sexóloga, lembrar dos boletos, das crianças, das compras do supermercado, da roupa na máquina ou da toalha em cima da cama toda vez que vai fazer é de derrubar o tesão de qualquer um, ou mesmo dos dois. Sexo também é concentração e quando se pensa em várias coisas nos momentos íntimos, fica bem complicado sentir prazer e gozar do momento. O conselho que a sexóloga dá  é: “façam acordos que suspendam essas questões enquanto estão nesses momentos de intimidade, e claro, resolvam as pendências mais urgentes antes”.

3 – Ah, essa rotina que persegue!

Não adianta, casamento tradicional é um passo para a rotina, afinal são as mesmas pessoas, todos os dias, tendo que cumprir tarefas diárias. Mas o sexo precisa seguir esse ritual? Para Neyla Siqueira a resposta é: “Não!”. A dica da sexóloga é se o casal perceber que o negócio já está na mesmice, um deles deve colocar uma música e tentar transar no compasso da melodia. Ou até mesmo ainda buscar alternativas que excitam ambos e que nunca testaram, como contos eróticos e podcasts de sacanagem.

4 – E a conversa, como vai?

Uma situação mal resolvida e que o casal não conversou sobre pode atrapalhar a relação, segundo a especialista
Uma situação mal resolvida e que o casal não conversou sobre pode atrapalhar a relação, segundo a especialista | Foto: Reprodução/Internet

Sabe aquela velha história: “não vou falar porque não quero magoar”, ou ainda, “eu não devia falar, ele tem obrigação de saber”. Neyla Siqueira destaca que mesmo casados é impossível adivinhar o que outro está pensando. Seu parceiro(a)  não pode ouvir suas insatisfações. Pelo contrário, o pacto não é “até que a morte nos separe”? Isso é tempo demais para deixar na responsabilidade somente de um a satisfação dos dois. A dica da sexóloga é que os dois coloquem as cartas na mesa e busquem alternativas para a saúde sexual.

5 – Amanhã a gente vê isso…

Empurrar questões sexuais com a barriga é pedir para ter problemas futuros. Quando menos esperar a bomba explode, palavras são ditas no calor do momento, ou colos de terceiros oferecem o que não se tem mais em casa. Tudo fica mais tentador e o respeito vai pro espaço. A dica da sexóloga é que o casal não deixe pra amanhã a solução de um inimigo sexual do seu casamento. “Resolva hoje, de preferência depois de uma massagem, uma taça de vinho e muito beijo na boca”.

6 – Tu se conhece meeeeesmo?

Na opinião da sexóloga Neyla Siqueira  tem muita gente que embarca na viagem do casamento sem necessariamente saber pilotar seu próprio barco. E quando isso é lavado para o sexo as chances de naufrágio são enormes. A especialista destaca que o ideal é se questionar se a pessoa sabe mesmo o que se dá prazer, o que deseja, quais são suas fantasias, seus pontos no corpo que dão arrepios. Na opinião de Neyla Siqueira todo mundo deve se conhecer e mostrar para o seu parceiro(a).  

7 – Casei, sexo todo dia…

Há quem pense que casamento é sinônimo de sexo constante
Há quem pense que casamento é sinônimo de sexo constante | Foto: Reprodução/Freepik

Há quem pense que casamento é sinônimo de sexo constante, ou que já que tá tudo fácil e é só chegar e fazer. Neyla destaca que não é nada certo, educado, nem ético, estabelecer a frequência do sexo dos outros, afinal isso cabe a cada casal entender o que é bom para os dois. “Mas é bom esclarecer que não há uma quantidade certa, assim como tudo pode mudar em um piscar de olhos: tem semanas que o tesão manda e a rotina permite que seja todo dia, mas tem outras que não vai rolar nem um esfrega-esfrega”. E está tudo bem se ambos entendem que nem sempre dá certo, mas que logo isso se resolve!

8 – Mamadeiras e lingerie

E quando em sua casa tem criança chorando e fraldas para trocar? Na opinião da sexóloga a chegada, e permanência da maternidade, impacta sim no sexo em um relacionamento. O cansaço, as preocupações e as obrigações com os descendentes são, obviamente, prioridades nesse momento, principalmente para as mulheres. Neyla destaca que o casal só não deve esquecer que antes de ser pais, eles podem dar prazer um ao outro. “Quando a poeira baixar, busquem a retomada dessa intimidade sexual por vezes perdida entre as chupetas. Mas preste atenção! Parir e maternar é um ato que requer força e coragem, que deixa a mulher fragilizada e que demanda tempo de recuperação. O tempo é dela, se coloque como telespectador e deixe sua companheira à vontade para voltar para os seus braços”.

9 – Não tô COM VONTADE, mas vou fazer

Para a sexóloga, transar por obrigação  pode destruir o relacionamento
Para a sexóloga, transar por obrigação pode destruir o relacionamento | Foto: Reprodução/Freepik

Na opinião de Neyla Siqueira, sexo sem tesão, só para agradar o outro, é uma violação aos sentimentos, ao corpo e a dignidade. “Não o faça! Transar por obrigação impacta de forma gigantesca no teu relacionamento ainda que o outro esteja satisfeito, a longo prazo isso vira um fardo pesado demais para carregar”, aponta a sexóloga

10 – Motel pra que? Tem a cama lá no quarto.

Nessa hora os terapeutas sexuais ficam perplexos. Mais que não deixar cair na rotina, sair do ambiente comum da prática sexual é uma forma de deixar claro para o outro que se importa com ele, que quer agradar e que está disposto a melhorar o que não está bom, ou aprimorar o que já é gostoso. Tá sem grana para um cinco estrelas na Estrada do Tarumã? Porque não transformar o teu quarto em uma suíte dos Deuses, com uma iluminação diferente, lençóis fofinhos, música de fundo, algemas. “Deixe a criatividade fluir e se divirtam”, indica Neyla Siqueira.