O governador Gladson Cameli solicitou ao ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, que interceda, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), para que seja concedida nova delegação ao Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) para licenciamento ambiental da linha de transmissão entre Feijó e Cruzeiro do Sul. A reunião com o ministro foi na tarde desta quinta-feira, 19.

O encontro contou com a presença da deputada federal Vanda Milani; do secretário de Assuntos Governamentais, Alysson Bestene; do representante do Acre em Brasília, Ricardo França; do secretário de Desenvolvimento Urbano e Regional, Luis Felipe Aragão; e do presidente do Instituto do Meio Ambiente do Acre, André Hassem.

Na mesma reunião, Cameli detalhou ao ministro o projeto de revitalização do Igarapé São Francisco, em Rio Branco, e pediu apoio para liberação de recursos para o início das obras, que, segundo Gladson, trarão substancial melhoria à saúde da população, já que o igarapé corta a cidade e está altamente poluído.

Para dar início ao projeto, o ministro explicou que está dependendo de parecer da Advocacia Geral da União para que seja feita a transferência dos recursos convertidos de multas do Ibama contra a Petrobrás, no valor de R$ 100 milhões.

Linhão

Gladson esclareceu ao ministro que, em virtude do inverno amazônico, as decisões relacionadas ao Acre têm que ter um caráter diferenciado do resto do país. “Estamos quase no fim do verão e daqui a pouco as obras sofrerão atraso ou serão inviáveis por conta das fortes chuvas. Temos que correr contra o tempo para que os benefícios sejam alcançados”, ressaltou o governador.

Reunião com o ministro foi na tarde desta quinta-feira, 19, em Brasília. Foto: David Casseb

André Hassem esclareceu também que a delegação foi suspensa por falta de apresentação de relatórios do governo passado. “Na atual gestão colocamos os relatórios em dia e solicitamos nova delegação por dois motivos: primeiro o Imac tem em seu quadro corpo técnico qualificado para proceder tal licenciamento, e, segundo, o Ibama do Acre não conta com corpo técnico suficiente para executar o trabalho” explicou.

O ministro ficou encarregado de consultar a procuradoria jurídica do Ibama para verificar uma solução o mais rápido possível.