As denúncias de utilização de madeira sem procedência por marcenarias no Acre são antigas segundo os órgãos fiscalizadores

Agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da delegacia da Polícia Federal em Epitaciolândia estiveram no Polo Moveleiro de Brasiléia na manhã desta última quarta-feira, 18, segundo informações preliminares, averiguando denúncias de irregularidades na atividade das marcenarias.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Federal ainda não havia divulgado informações oficiais a respeito da ação realizada, mas o ac24horas apurou junto a marceneiros que não foram atingidos pela operação que houve prisões e que vários moveleiros permaneciam na sede da PF em Epitaciolândia até por volta das 19 horas.

Em maio passado, a Polícia Federal, ICMBio e IBAMA fizeram operação parecida no Polo Moveleiro de Cruzeiro do Sul. Ao que parece, a ação realizada em Brasiléia nesta quarta-feira é uma continuidade desse trabalho. As denúncias de utilização de madeira sem procedência por marcenarias no Acre são antigas.

Em Cruzeiro do Sul, ocorreram três prisões por crime de receptação qualificada e o crime do artigo 46, parágrafo único da Lei 9.605/98 (quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, outorgada pela autoridade competente).

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O Acre ainda tem polos moveleiros nos municípios de Epitaciolândia, Sena Madureira, Feijó, Xapuri e Acrelândia. Desde quando foram estabelecidos nesses polos pelo governo do estado, os empresários dessa área, que em sua maioria são os tradicionais marceneiros que sempre trabalharam em fundo de quintal, permaneceram encontrando obstáculos para a atividade.

Apesar de terem recebido do governo galpões e maquinários, os moveleiros seguiram com dificuldades relacionadas ao licenciamento dos empreendimentos e de acesso a madeira legal. Recentemente, realizou ações para regularizar os polos ambientalmente e fornecer a documentação das áreas e galpões.

Em junho passado, governo baixou de R$ 2 mil para R$ 300 o valor da Licença de Operação (LO), do Licenciamento Ambiental das empresas que atuam nos polos moveleiros do estado. Os descontos seriam mantidos em vigor, segundo o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), até que os noveleiros de todos os polos estejam regularizados.

A qualquer momento, traremos outras informações sobre a ação dos órgãos ambientais e da Polícia Federal no Polo Moveleiro de Brasiléia.

Fonte: AltoAcre