SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sandra Oh, 50, relembrou como fez para assimilar o sucesso alcançado ao viver a médica Cristina Yang na série “Grey’s Anatomy” (ABC, 2005-). “Para ser totalmente honesta, foi traumático”, disse, antes de explicar que uma das circunstâncias para realizar o trabalho como artista envolvia muita privacidade.

“Quando alguém perde o anonimato, tem que construir habilidades para ainda tentar ser real. Passei de não ser capaz de sair, me esconder em restaurantes, para então conseguir de gerenciar a atenção, as expectativas alheias, sem perder o senso de identidade”, eslareceu em entrevista ao Sunday Today With Willie Geist, que vai ao ar neste domingo (29).

Oh contou que uma das maneiras de se manter equilibrada foi focar na saúde mental. “Tenho um bom terapeuta”, observou ela. “Não estou brincando, isso é muito, muito importante”, ponderou a atriz, que diz ter aprendido que saber quando dizer “não” é uma das formas que aprendeu de estabaelecer limites na vida profissional.

A atriz, que ficou entre 2005 e 2014 na série médica, diz não ter planos de voltar à atração. “É muito difícil, eu diria, ser capaz de ver dessa forma o impacto de um personagem”, reconheceu ela, em entrevista ao podcast “Asian Enough”, em maio, afirmando que gosta de “Grey’s Anatomy”.

“De certa forma, você faz seu trabalho como uma bolha e a deixa ir. Saí daquele show, meu Deus, quase sete anos atrás. Então, em minha mente, acabou. Mas para muitas pessoas, ainda está muito vivo. E, embora eu entenda e ame isso, segui em frente”, disse Oh, que pode ser vista atualmente nas séries “Killing Eve” (BBC, 2018) e “The Chair” (Netflix, 2021).

Em março, a atriz canadense compareceu a um protesto que pedia o fim do racismo contra asiáticos e seus descendentes. Ela realizou um discurso para encorajar pessoas a alcançar as comunidades asiático-americanas.

“Estou muito feliz e orgulhosa por estar aqui com vocês. Obrigada a todos os organizadores por estruturar isso apenas para nos dar a oportunidade de estarmos juntos e, dessa forma, nos sentirmos uns aos outros”, começou a artista.

“Para muitos de nós em nossa comunidade, esta é a primeira vez que somos capazes de expressar nosso medo e nossa raiva e eu realmente sou muito grata a todos que estão dispostos a ouvir”, continuou na ocasião. A atriz teve o discurso recebido por aplausos.