SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – O Brasil segue brilhando nas provas de campo em Tóquio. A brasileira Raissa Rocha Machado conquistou a medalha de prata no lançamento de dardo da classe F56 (atletas que competem em cadeira de rodas) das Paralimpíadas na madrugada desta terça-feira (31).

Em sua terceira tentativa, Raissa marcou 24,39m, assegurou a segunda colocação, e quebrou o recorde continental. O ouro ficou com a iraniana Hashemiyeh Motaghian Moavi, que fez 24,50m e estabeleceu uma nova marca mundial. O bronze foi de Diana Dadzite, da Letônia. Com 24,22m, ela até conseguiu ir ao pódio, mas não defendeu o título conquistado no Rio, em 2016.

Última atleta a competir, Raissa abriu a prova com 23,62m, o que a colocou na quarta colocação. Na sequência, ela lançou para 23,87m e, na terceira tentativa, fez a marca da prata.

Nos três lançamentos seguintes, a brasileira fez 22,94m, 23,22m e 23,39m, respectivamente. Não conseguiu, assim, o ouro, mas melhorou o seu desempenho em relação aos Jogos do Rio, quando foi a sexta colocada.

Raissa, de 25 anos, já possuía em seu currículo duas medalhas em Mundiais, a prata em 2015 e o bronze em 2019 no lançamento de dardo. A baiana de Ibipeba também foi ouro no Parapan de 2019, sendo medalhista de prata quatro anos antes.

Além de Raissa, Yeltsin Jacques foi ao pódio nesta sessão do atletismo nas Paralimpíadas. Na noite de segunda-feira (30), do Brasil, ele conquistou a medalha de ouro nos 1.500m da classe T11 (deficientes visuais). Yeltsin ainda estabeleceu um novo recorde mundial.

Com isso, o Brasil passou a somar 37 medalhas nas Paralimpíadas de Tóquio. São 13 ouros, 9 pratas e 15 bronzes.