Depois do rastro de destruição que deixou nos estados do sul dos Estados Unidos, como em Lousiana, a passagem do furacão Ida no nordeste no país não foi menos devastadora. De acordo com o The New York Times, as autoridades do estado de Nova York reviram o número de mortes causadas pela passagem do Ida para pelo menos 14, o dobro do número de mortes que tinha sido avançado anteriormente.

Se forem contabilizadas as mortes registadas em Nova Jersey e na Pensilvânia, o total de mortes provocadas pelo Ida no nordeste dos Estados Unidos aumenta para pelo menos 23. 

O nível de precipitação na região de Nova York registou um recorde e gerou cheias rápidas, que se revelaram fatais.

Numa conferência de imprensa na tarde desta quinta-feira, a governadora do estado de Nova Iorque, Kathy Hocul, frisou que “esta foi a primeira vez que tivemos cheias rápidas desta dimensão”. “Devemos esperá-las na próxima vez”, acrescentou.

A governadora sublinhou que as perdas humanas são “difíceis de imaginar”. Hochul revelou que mais 100 pessoas foram resgatadas apenas em Rockland e Westchester.

Kathy Hochul referiu ainda que já falou com o presidente Joe Biden, que “garantiu” total apoio ao estado de Nova York.

Já o prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, admitiu que as “pessoas estão a passar um inferno” e que “precisam de ajuda”.

De Blasio assinalou que as cheias provocadas pelo Ida são a “maior chamada de atenção que podíamos ter”. “O que temos de reconhecer é a brusquidão, a brutalidade das tempestades agora. É diferente”, salientou o autarca de Nova York.

Os estados de Nova Jersey e do Maryland foram atingidos por tornados que provocaram danos em habitações, particularmente em Nova Jersey.

A passagem do Ida gerou uma disrupção no trânsito e nos transportes públicos e, nesta altura, mais de 200 mil casas continuam sem eletricidade em Nova Iorque, Nova Jérsia e Pensilvânia.