FERNANDA MENA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Faixas enormes com a frase “R$ 7/litro de setembro” foram dispostas nesta sexta (3) na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e em duas das maiores artérias de trânsito de São Paulo e do Rio de Janeiro: a ponte do Piqueri da Marginal Tietê, na capital paulista, e a avenida Brasil, na capital fluminense.

A intervenção urbana, com faixas amarelas de cerca de 15 metros, acontece poucos dias antes dos atos bolsonaristas de cunho golpista marcados para o Dia da Independência e propagandeados pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A ação foi articulada por um pequeno grupo de designers e comunicadores que assume já ter feito outras intervenções pelo país.

“Aproveitar a saída de feriado para 7 de setembro, que é a hora em que muita gente enche o tanque e sente o preço recorde da gasolina, pra lembrar a população do que realmente interessa: enquanto Bolsonaro ameaça um golpe, o fracasso econômico desse governo já está dado”, explica um dos ativistas do grupo, que prefere não se identificar.

“Estamos tentando retomar, como pauta central, o desastre econômico em que o Brasil está colocado. E relembrar os motoristas e os cidadãos do preço que a gente está pagando por ter o Bolsonaro como presidente da República”, diz ele.

É constante e cada vez mais intensa a cobrança em cima do presidente Jair Bolsonaro a respeito do alto preço dos combustíveis e do gás de cozinha, que tiveram aumento recorde desde o ano passado, impactando em toda a cadeia econômica de consumo.

Em algumas partes do país, o litro da gasolina bateu os R$ 7, enquanto o botijao de gás de cozinha gira em torno de R$ 100.

Insinuações de que esses preços seriam controlados levaram a reações negativas do mercado financeiro, ainda que impactem no bolso da população.