PEQUIM – Importadores chineses de carne disseram, nesta segunda-feira, que a suspensão das exportações do Brasil, devido a dois casos de doença da vaca louca, não teve impacto imediato no mercado e que alguns ainda fizeram compras antecipadamente crendo em uma rápida retomada do comércio.

Tire suas dúvidasEntenda o que é a doença e por que não há riscos ao consumidor brasileiro

O Brasil disse no sábado que confirmou dois casos de doença “atípica” da vaca louca em diferentes estados e suspendeu as exportações para a China como parte de um acordo anterior sobre o assunto com seu principal comprador.

Embora o Brasil tenha uma participação dominante de 40% nas importações de carne bovina da China, os preços não se moveram nesta segunda-feira e alguns importadores ainda estavam em busca de negócios.PUBLICIDADE

“Ainda estamos comprando, as fábricas precisam manter seus estoques”, disse Grace Gao, gerente geral da importadora Goldrich International, com sede em Dalian.

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Os casos “atípicos” de vacas loucas são considerados de menor risco do que a forma clássica da doença, pois ocorrem de forma natural e apenas esporádica em bovinos mais velhos.

A “clássica” doença da vaca louca, ou encefalopatia espongiforme bovina (BSE), é transmitida por alimentos contaminados e foi associada a uma variante da doença de Creutzfeldt-Jakob em pessoas.

O Brasil suspendeu as exportações por dez dias em 2019, após relatar um caso “discrepante”.

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“Presumo que o governo chinês não proibirá as importações”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank. “O Brasil é muito importante.”

A autoridade alfandegária da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.PRODUÇÃO AGRÍCOLA CRESCE NO OESTE DA BAHIA E IMPULSIONA CIDADES EM MEIO À PANDEMIA; VEJA FOTOS1 de 13 

Na foto, plantação de algodão na cidade de São Desidério às margens da BR-020 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Na foto, plantação de algodão na cidade de São Desidério às margens da BR-020 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Ana Paula Franciosi inspeciona plantação de uma das propriedades de sua família no Oeste da Bahia: região vive bonança que ela não vê, por exemplo, em Porto Alegre, onde foi estudar Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Ana Paula Franciosi inspeciona plantação de uma das propriedades de sua família no Oeste da Bahia: região vive bonança que ela não vê, por exemplo, em Porto Alegre, onde foi estudar Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Processamento de algodão na Fazenda Eliane, em São Desidério, no Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Processamento de algodão na Fazenda Eliane, em São Desidério, no Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Plantação de sorgo, usado para alimentação animal e para a rotação de culturas na terras do Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Plantação de sorgo, usado para alimentação animal e para a rotação de culturas na terras do Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Aeródromo de Barreiras. Tráfego de aviões particulares é intenso com dinheiro circulando entre a nova elite do Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Aeródromo de Barreiras. Tráfego de aviões particulares é intenso com dinheiro circulando entre a nova elite do Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

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Na foto, Kleber Rebouças Rangel, fundador da Associação Barreirense Aerodesportiva (ABA), no aeródromo de Barreiras Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Na foto, Kleber Rebouças Rangel, fundador da Associação Barreirense Aerodesportiva (ABA), no aeródromo de Barreiras Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Cidade de Luiz Eduardo Magalhães cresce, impulsionada pelo agronegócio Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Cidade de Luiz Eduardo Magalhães cresce, impulsionada pelo agronegócio Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Na Ford da região, a venda de picapes cresceu 21,6% no primeiro semestre Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Na Ford da região, a venda de picapes cresceu 21,6% no primeiro semestre Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Luiz Carlos Bergamaschi, um dos fazendeiros que chegou à região nos anos 1980 e progrediu com o cultivo de commodities como o algodão Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Luiz Carlos Bergamaschi, um dos fazendeiros que chegou à região nos anos 1980 e progrediu com o cultivo de commodities como o algodão Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Fazenda Dois Irmãos, no Oeste da Bahia: produtores investem em irrigação, maquinário e tecnologia para adaptar a terra do Matopiba e elevar produtividade Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Fazenda Dois Irmãos, no Oeste da Bahia: produtores investem em irrigação, maquinário e tecnologia para adaptar a terra do Matopiba e elevar produtividade Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

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Rápido desenvolvimento do agro na região tem relação com processo de adaptação e investimento em tecnologia para elevar produtividade Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Rápido desenvolvimento do agro na região tem relação com processo de adaptação e investimento em tecnologia para elevar produtividade Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Diretor-presidente do Grupo Sertaneja, Antônio Balbino de Carvalho Neto, diz que a desigualdade está aumentando em meio ao progresso do agronegócio no Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Diretor-presidente do Grupo Sertaneja, Antônio Balbino de Carvalho Neto, diz que a desigualdade está aumentando em meio ao progresso do agronegócio no Oeste da Bahia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Aviões particulares viraram o meio de transporte preferencial dos produtores rurais para transitar entre uma propriedade e outra: modelo de monocultura favorece concentração de terras e renda Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Aviões particulares viraram o meio de transporte preferencial dos produtores rurais para transitar entre uma propriedade e outra: modelo de monocultura favorece concentração de terras e renda Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O Brasil embarcou mais de 500.000 toneladas de carne bovina para a China de janeiro a julho deste ano, ou 38% das importações totais da China, de acordo com dados da alfândega chinesa, colocando-o bem à frente do segundo fornecedor, a Argentina, que forneceu pouco menos de 300.000 toneladas.

A oferta global de carne bovina está apertada e os preços já atingiram níveis recordes, acrescentou outro grande comprador chinês de carne bovina.

“Se durar apenas 15 dias, não haverá impacto. O Brasil continua produzindo, e leva dois meses para embarcar carne para cá”, acrescentou, recusando-se a se identificar porque não tem permissão para falar com a mídia.

Enquanto as importações chinesas de carne suína estão caindo devido à recuperação da oferta doméstica, a demanda chinesa por carne bovina continua crescendo.

A Irlanda, um fornecedor menor de carne bovina para a China, relatou um caso de doença “atípica” da vaca louca em maio do ano passado. Ainda não conseguiu retomar as exportações.

O Globo