Luan Santana garante: as fotos com que está arrancando suspiros e elogios, em sua rede social, com o corpo musculoso à mostra, não têm edição. É tudo dele, mesmo! Ao EXTRA, o cantor, que comemora a chegada da música “Morena” ao topo das mais tocadas nas rádios brasileiras, disse que tem aproveitado a estada em seu sítio, no interior de São Paulo, para trabalhar o corpo, mas também a mente.

— Estou cada vez mais cuidando da minha saúde, como um todo. Aqui no meu sítio tenho estúdio, academia… Estou aproveitando para estudar espanhol. Estudo todos os dias. Já falo inglês fluentemente e estou me preparando para o mercado lá fora. Mas também quero que a nossa música seja conhecida com o nosso sotaque, com a nossa língua. Com “Morena” está acontecendo isso e é uma grata surpresa. — detalha o cantor.

Primeiro single de Luan por sua nova gravadora, a Sony Music, “Morena” foi lançada há dois meses e levou o nome do artista à liderança nas rádios de todo o Brasil na semana passada, com 2.886 execuções, em uma pesquisa realizada pela Crowley (que monitora as músicas mais tocadas). No Youtube, ultrapassou 96 milhões de views; no Spotify, são mais de 69 milhões de plays.

— Meu público sempre me incentiva a criar mais e mais. “Morena” é uma daquelas surpresas felizes. Não vejo a hora de voltar aos shows e fazer um quadro com esta música, interagindo com as fãs. Ser número 1 nas rádios, num mercado tão competitivo, é motivo de muita comemoração — afirma Luan, que assina a autoria da canção com Shylton Fernandes, Diego Barão, Lucas Santos e Breno Lolli.

O sucesso ecoa também do outro lado do Atlântico: em Portugal, “Morena” está na terceira posição no Spotify, em sexto no iTunes e é número 1 no Youtube. A faixa também repercute bem em países como Luxemburgo, Suíça, Cabo Verde e Paraguai. Já preparando terreno para sua carreira internacional, Luan afirma que pretende se mostrar lá fora com seu jeito mais original.

— Não quero me sentir na obrigação de cantar em inglês e/ou espanhol para mostrar o meu trabalho ao mundo. Mas também posso cantar para que nos ouçam. Eu quero que o mundo nos veja pelo que de tão lindo temos: a nossa música, a nossa democracia musical. O gênero de onde bebi na fonte, que é o sertanejo, tem este dom de se unir em perfeita harmonia com estilos como o axé, o funk, o arrocha e tantos outros — acredita o artista de 30 anos, acrescentando: — Tom Jobim fez a Bossa Nova ganhar o mundo com o nosso sotaque e a sua talentosa arte. Roberto Carlos é internacional, com o seu romantismo em português. Emoção não tem fronteiras e, sem parecer pretensioso, eu quero que o meu canto ecoe com a mesma força com que este Brasil abraça tantos povos e línguas.

Avesso a rótulos, Luan Santana avisa:

— Rótulos limitam. Eu canto o amor. O romantismo é minha essência. Aliás, é a maior característica do latino. Não se trata de uma aproximação ao mercado latino, se trata de uma manifestação de que também somos latinos, de que a nossa música pede passagem. Como diz naquele samba: “Chegou a hora desta gente bronzeada mostrar o seu valor”.

Fonte: globo.com