Certo dia, percebi que Robson, um aluno assíduo e que treinava todas as manhãs, não estava mais frequentando a academia. Ele era muito simpático e querido por todos os professores. Era impossível não perceber sua ausência.

Como moramos perto um do outro, acabamos nos esbarrando na padaria e aproveitei para perguntar o que havia acontecido e por qual motivo ele não estava mais indo à academia. Robson me disse que estava com um problema no ombro e que estava sentindo muitas dores e por essa razão tinha medo de piorar a situação ao praticar o seu treino. Curioso, perguntei como ele havia se lesionado, se havia feito algum exercício errado. ‘André, me lesionei em casa’, contou ele. ‘Fui pegar uma caixa num armário e na hora senti muita dor no ombro e desde então essa dor tem sido constante. Quero voltar para a academia mas a dor tem piorado.’

Como estávamos na padaria, resolvi tomar um café com Robson e fomos conversar.

Comecei perguntando a ele se havia feito algum exame para saber exatamente o que tinha acontecido com seu ombro. Ele disse que sim e que não havia nada de grave (ligamentos, articulações e tendões estavam bem). Todavia eu desconfiava que sua musculatura estava ficando cada vez mais fraca, o que sobrecarregava seu ombro.

Robson mora sozinho e faz muitas tarefas domésticas e minha hipótese fora constatada: movimentos do cotidiano (pendurar roupas, guardar louças, pegar objetos no alto etc.) estavam causando sérios problemas ao ombro dele. Conversei com calma e expliquei que era importante que ele retornasse para a academia.

Como o exercício poderia ajudá-lo

Robson estava com medo de seu ombro piorar ao praticar exercício. Eu expliquei que caso ele não fizesse exercícios de fortalecimento para o seu ombro, correria o risco de ter um problema mais sério.

O ombro é uma articulação complexa e que sofre bastante no dia a dia em função de alguns movimentos. Fortalecer os músculos que o dão sustentação é essencial. Robson ainda parecia inseguro. A conversa permaneceu. Expliquei a ele que teria um protocolo para o seu ombro, trabalharia com amplitude limitada e que os benefícios seriam rapidamente sentidos. Robson venceu o medo e dias depois voltou para a academia.

Sua musculatura estava muito fraca, ele ainda sentia dores, portanto era preciso muito cuidado. Precisaríamos estar bem atento às cargas, escolha dos exercícios e amplitude de movimento. A última coisa que iríamos querer era que o ombro dele ficasse pior. Quando estava lhe explicando sobre os exercícios, enfatizei com Robson que ele precisaria ficar atento aos movimentos em casa e que deveria evitar alguns deles, como por exemplo, pegar peso acima da linha do ombro.

Robson me prometera dedicação e realmente cumpriu os combinados; estava indo todos os dias para a academia, fazia corretamente os exercícios e ficou atento ao seu cotidiano. Em poucas semanas, os músculos do seu ombro ficaram mais fortes e suas dores se foram.

O que aconteceu com Robson é algo que está muito presente em muitas pessoas. Conheço muitas pessoas que se lesionaram (e agravaram a situação) em casa: pegando um balde, levantando um varal, guardando compras etc. É preciso muito cuidado ao realizar determinadas tarefas. E para prevenir esse tipo de problema, a musculação é extremamente necessária visto que fortalece os músculos, reduzindo a sobrecarga em diversas partes do corpo.

Fonte: msn.com