Uma oficina participativa, realizada nos dias 16 e 17 de setembro, na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá, em Rio Branco, teve como resultado a elaboração da proposta do zoneamento da unidade de conservação (UC). O evento foi voltado para um público diverso, representado por moradores dos ramais e regiões da UC, pesquisadores, representantes do poder público e sociedade civil organizada.

Aproximadamente 50 pessoas participaram da oficina organizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas do Acre (Semapi), por meio da Divisão de Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade (Dapbio).

O secretário de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas, Israel Milani, parabenizou a equipe pelo resultado. “A revisão do plano de manejo e a construção de um documento do zoneamento de forma participativa foi uma excelente oportunidade de melhorar essa ferramenta de extrema importância para o desenvolvimento sustentável. É uma preocupação da Semapi pensar soluções viáveis para conservar os recursos naturais e também melhorar a vida das pessoas que vivem nas UCs”.

A diretora executiva da Semapi, Vera Reis Brown, se fez presente e agradeceu o empenho da comunidade local no processo de revisão do plano de manejo da APA do Amapá, que é parte da história e da cultura do Acre e de Rio Branco. Agradeceu a participação dos pesquisadores da Universidade Federal do Acre e do Instituto Federal do Acre, considerando a importância da ciência nesse processo. Segundo a diretora, “esse plano vai além do zoneamento da APA, ele deve refletir o anseio de conservação do ambiente local com o desenvolvimento socioeconômico local, com vistas à sustentabilidade”.

O responsável pela empresa Tecman, Fábio Thaines, que foi contratada para executar a parte técnica da revisão do plano de manejo e da proposta do zoneamento, falou sobre a ação: “O zoneamento é a definição de zonas administrativas para que a gestão, feita pela Semapi, possa atuar em programas e ações de melhorias das condições de vida das pessoas e também pela conservação ambiental. Por isso reunimos um público diverso, para enriquecer a discussão”.

A gestora da APA Lago do Amapá, Mirna Caniso, explicou que o processo se iniciou no mês de novembro de 2020. “A primeira etapa consistiu na avaliação da implementação do plano de manejo, revisão dos aspectos a serem ajustados e incorporados frente a mudanças da legislação ambiental e da realidade socioeconômica e ambiental. A segunda etapa resultou no diagnóstico dos meios biótico e físico da unidade de conservação e, agora, na terceira etapa, realizamos a oficina participativa”, relatou.

A gestora da APA Lago do Amapá, Mirna Caniso, explicou que o processo se iniciou em novembro de 2020, com a revisão e atualização do Plano de Manejo da APA. Foto Luiz Gardel/Semapi

A atividade contou com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (PSAM), financiado pelo GEF (Global Environment Facility), cuja agência executora é a Conservação Internacional (CI-Brasil). A condução dos trabalhos técnicos são da empresa Tecman.

A moradora do local e servidora pública Ana Maria Gomes destacou que a oficina esclareceu ainda mais o papel da APA. “Creio que a comunidade sai daqui bem mais esclarecida; sabemos o que pode e o que não pode ser feito dentro dessa unidade. Quando se melhora dentro, a comunidade do entorno sente o impacto da mudança da nossa atitude”, avaliou.

A moradora do local e servidora pública Ana Maria Gomes destacou que a oficina esclareceu ainda mais o papel da APA. Foto Luiz Gardel/Semapi

A presidente da Associação da APA Lago do Amapá, Alieth Gadelha, disse que a oficina representa um passo muito importante. “Essa revisão é fundamental para a nossa convivência, para os nossos avanços na conservação da biodiversidade da APA. Além da Semapi, responsável pela gestão, pesquisadores da Ufac e de outras instituições estão colaborando com esse processo de informação para todos nós, comunitários. Precisamos desenvolver nosso espaço de forma sustentável, com turismo de base comunitária, por exemplo”, observou.