SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Britney Spears, 39, usou as redes sociais nesta segunda-feira (4) para agradecer aos fãs pelo empenho em livrá-la da tutela do pai, Jamie Spears. A cantora passou 13 anos sem poder dar a última palavra na própria vida pessoal e financeira.

“Movimento #FreeBritney, não tenho palavras”, escreveu. “Por causa de vocês e de sua resiliência constante em me libertar da minha tutela, minha vida agora está na direção certa! Eu chorei ontem à noite por duas horas porque meus fãs são os melhores e eu sei disso.”

“Eu sinto seus corações e vocês sentem o meu”, completou. “Eu sei que isso é de verdade.”

No último dia 29, a juíza Brenda Penny decidiu que Britney não seria mais controlada pelo pai. A cantora vive sob tutela desde 2008, após uma série de internações psiquiátricas e colapsos públicos que foram registrados por paparazzi.

Até a próxima audiência, a fortuna da cantora segue sob a tutela de um contador, John Zabel, indicado pela Corte. Ele vai dar a palavra final com relação às decisões financeiras relacionadas ao patrimônio de Britney (avaliado em US$ 60 milhões, cerca de R$ 325 milhões).

Já Jodi Montgomery, que é responsável por assuntos pessoais e decisões médicas, também continua no cargo. Ela é uma tutora profissional, também indicada pela Justiça.

Jamie foi nomeado o principal conservadora de Britney em fevereiro daquele ano. Ele compartilhou o papel com um advogado, Andrew Wallet, até 2019.

Em setembro de 2020, Jamie deixou temporariamente a tutela devido a sua saúde debilitada. Jodi Montgomery tem substituído Jamie desde então, mas o pai da cantora continuou responsável pelo patrimônio dela.

Ele havia anunciado que desistiria de ser tutor da filha, mas isso só seria concretizado na audiência sobre o caso marcada para janeiro de 2022. Os advogados de Britney haviam pedido para acelerar esse processo –no que foram atendidos.

Entre os motivos que foram alegados na petição estava a vontade da cantora de se casar com o noivo, Sam Asghari. Ela não poderia assinar o acordo pré-nupcial sem a anuência do pai.