O policial militar Henrique Rodrigues, de 31 anos, usou as redes sociais nesta segunda-feira, 11, para denunciar supostas irregularidades encontradas em uma das bombas do Posto de Combustível localizado próximo a AABB, em Rio Branco.

Rodrigues conversou com a reportagem do ac24horas e relatou que por volta das 16h10 dessa segunda esteve no posto para abastecer uma motocicleta, porém, ele só conseguiu identificar a suposta irregularidade porque decidiu colocar a gasolina em recipientes. Ele solicitou a compra de 4 litros do derivado do petróleo, mas, para sua surpresa, a bomba só encheu 1,5 litro. “Aconteceu hoje, trabalhamos com moto, daí fui realizar o abastecimento nesse posto. Consegui três garrafas de 500ml, me dirigi na bomba e só encheu 1,5. Na hora, o frentista não entendeu e chamou a gerência”, declarou.

O militar destacou que a direção do posto demorou mais de 20 minutos para lhe atender, mas, ao chegar no local e ver o erro, foi feita uma aferição conforme as regras da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Ela [gerente] olhou e viu as garrafas. Aí trouxe um cilindro de aferição. Foi colocado 20 litros, R$ 113 reais, mas só encheu menos de 18 litros de combustível, ou seja, 10% a menos”, explicou.

Mesmo após as irregularidades constatadas e o dinheiro ressarcido, o consumidor afirmou que a direção do estabelecimento continua usando a bomba para abastecimento em outros veículos. “Se for lá, vai ver que eles estão usando a bomba ainda”, ressaltou.

Henrique contou que após o ocorrido, resolveu denunciar o caso ao Ministério Público e ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), no entanto, devido ao ponto facultativo, não obteve atendimento. Todavia, ele garante que nesta quarta-feira, 12, deverá registrar um Boletim de Ocorrência sobre o acontecimento.

Recentemente, uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, denunciou as modernidades em fraudes em postos de combustíveis. Segundo o tabloide, geralmente esses casos podem ocorrer devido a uma instalação de um microchip, com espessura entre dois e três centímetros, que adultera a quantidade de combustível durante o abastecimento. O acionamento do sistema é feito por um controle remoto igual àqueles usados em portões eletrônicos.

Com a irregularidade instalada, o prejuízo para quem for abastecer nesses postos fraudulentos é grande, chega a ser de 12%, o equivalente a 2,4 litros a cada 20 litros. A variação máxima permitida é de 0,3% (60 ml a cada 20 litros).

A reportagem do ac24horas tentou entrar em contato com direção do posto de gasolina, mas até o fechamento desta matéria, não conseguiu. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Ac24horas