Na quinta-feira (23), o superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Fontes, declarou que não descartam um envolvimento de um mandante no crime. Dom Phillips estava escrevendo um livro sobre a Amazônia; Bruno Pereira auxiliava o jornalista
Jornal Nacional/ Reprodução
A Polícia Federal (PF) cumpriu seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Atalaia do Norte e de Benjamin Constant, nesta sexta-feira (24), durante investigação sobre o assassinato de Bruno Pereira e Dom Philips, no município de Atalaia do Norte.
Por meio de nota, a PF informou ainda que, durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos objetos possivelmente relacionados com os delitos. Apesar da informação, a polícia não informou quais foram os objetos e em quais locais foram encontrados.
Na quinta-feira (23), o superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Fontes, declarou ao Jornal Nacional que não descartam um envolvimento de um mandante no crime.
Segundo investigação da polícia, o número de suspeitos de envolvimento na morte de Bruno e Dom subiu para oito pessoas.
Em uma nota divulgada pelo comitê de crise, coordenado pela PF, em 17 de junho, diz que a apuração continua e novas prisões podem ocorrer, mas as investigações “apontam que os executores agiram sozinhos”.
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Em São Paulo, Gabriel Pereira Dantas se apresentou em uma delegacia. Ele afirmou que participou dos assassinatos, juntamente com Amarildo da Costa de Oliveira, o irmão dele, Oseney, e Jefferson da Silva Lima, que estão presos.
A Justiça de São Paulo mandou o pedido de prisão da polícia para ser avaliado pela juíza responsável pela condução do caso, em Atalaia do Norte.
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Também estão presos:
Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou o crime;
Oseney da Costa, o “Dos Santos”, irmão de Amarildo;
Jeferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, que apontou para polícia o local onde a lancha usada por Bruno e Dom foi afundada, no rio Itaquaí.
Motivação
A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.
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