sábado, março 2, 2024
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Iapen e Polícia Militar planejam estratégia de conscientização dirigida a pessoas que respondem por crimes de trânsito

Segundo dados fornecidos pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), somente de janeiro a agosto de 2023, foram registrados 2.560 sinistros de trânsito no Acre, com 56 vítimas fatais, número que preocupa as autoridades.

Para tratar de uma parceria que visa reduzir os números de acidentes no estado, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) esteve reunido com o BPTran nesta quinta-feira, 5, em Rio Branco, para discutir um trabalho de conscientização dirigido a pessoas que respondem por crimes de trânsito, a ser realizado pela Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap) e BPTran, .

Reunião foi realizada na Sede do BPTran em Rio Branco. Foto: Clebson Vale/Iapen

Alexandre Nascimento, presidente do Iapen, relatou que a reunião tratou da manutenção das ações envolvendo a Ciap no sentido de recuperar pessoas que causaram algum tipo de delito no trânsito. O BPTran deve colaborar como palestrante em ações promovidas pelo Iapen: “A alternativa penal vem para suprir, com recursos e ferramentas, para que a gente não faça o encarceramento”.

Presidente do Iapen reunido com o comando do BPTran. Foto: Clébson Vale/Iapen

Segundo Priscila Oliveira, coordenadora da Ciap de Rio Branco, a central desenvolve atividades coletivas, por meio de grupos de reflexão, como forma de cumprimento de alternativas penais. Em relação aos cumpridores por crimes de trânsito, foi criado o Grupo Reflexivo de Trânsito, que visa à responsabilização do indivíduo de forma educativa.

“É muito gratificante ver a efetividade dos grupos que acontecem na Ciap desde 2019, uma vez que não temos reincidência em cumprimento de alternativas penais por cometimento de delito no trânsito, então essa parceria é essencial para o desenvolvimento dos trabalhos ora realizados”, ressaltou Priscila.

O primeiro-sargento da Polícia Militar, Celso Queiroz, falou sobre o trabalho que desenvolve no projeto. “Como instrutor e participante ativo, minha função é educar os condutores por meio da fiscalização e, quando necessário, trabalhar em parceria com a Justiça, para aplicar punições mais severas e, em seguida, educá-los novamente para que tenham uma nova visão sobre o trânsito”, explicou.

A tenente-coronel Cristiane Soares, comandante do BPTran, disse que “a parceria visa fazer uma reeducação desses condutores para que possam ser reinseridos no trânsito. Sem dúvida é um projeto muito importante”.

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