domingo, março 3, 2024
Nacional

Com duas mortes por causa das chuvas, governador de SC pede para moradores deixarem suas casas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em razão das fortes chuvas, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), pediu em comunicado à imprensa, neste sábado (7), que a população das áreas mais afetadas deixe suas casas e alagamentos de quase 14 metros em algumas cidades.

“Estamos passando por um momento muito difícil, e ainda vai se agravar até segunda-feira. A maior preocupação, agora, é com a enchente, que deve atingir 14 metros”, afirmou o governador.

O governador não especificou os municípios, mas informou que a região do vale do Itajaí é uma das mais afetadas. O estado está em situação de emergência e, pelo menos, 90 cidades foram afetadas pelo temporal. Além do vale, Planalto Norte, Oeste e áreas de divisa com o Rio Grande do Sul concentram os maiores estragos.

“As pessoas têm obrigação de obedecer [a Defesa Civil], é um chamamento para que as pessoas deixem suas casas, até o segundo andar. Quando chega a dez metros, não se consegue fazer a remoção das pessoas. É uma situação dramática”, prosseguiu Mello.

Durante o pronunciamento, a Defesa Civil confirmou duas mortes, uma em Palmeira, na serra de Santa Catarina, e outra na cidade de Rio do Oeste.

“Estamos dizendo com dor no coração, as pessoas têm que sair [de casa] para preservar a vida. Com o volume de chuva, não temos o que fazer. Terça-feira terá uma recuada, mas quarta vem de novo”, disse Mello.

O governador ainda destacou que o Corpo de Bombeiros e o Exército já estão mobilizados para atuar no resgate de pessoas ilhadas pela chuva neste domingo (8), quando há previsão de mais chuva.

Uma das comportas da barra de Ituporanga, no vale do Itajaí, foi fechada. Segundo a Defesa Civil, a decisão foi tomada “após a avaliação técnica de que a barragem poderia perder a operação por conta do alto volume armazenado no equipamento.”

Pelo menos, 16 rodovias tiveram interdições totais e parciais em razão dos deslizamentos de terra e alagamentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *