quarta-feira, abril 24, 2024
Esportes

Fluminense vai embalado pela vaga na final da Libertadores para pegar o instável líder Botafogo

Após a conquista da vaga na decisão da Copa Libertadores da América, marcada para dia 4 de novembro diante do Boca Juniors, o Fluminense volta ao Maracanã para fazer o clássico contra o Botafogo, ainda isolado na liderança do Campeonato Brasileiro. Campeão carioca e dirigido por Fernando Diniz, técnico da seleção brasileira, o Fluminense tem 41 pontos e espera melhorar na tabela diante do rival, com 52 pontos e vivendo um período de instabilidade, com técnico interino. O jogo acontecerá no domingo a partir das 16 horas.

O momento nas Laranjeiras é de êxtase após as duas belas exibições diante do Internacional nas semifinais. Empatou por 2 a 2 no Rio de Janeiro, com um jogador a menos devido a expulsão de Samuel Xavier, e em Porto Alegre (RS) venceu por 2 a 1, de virada, na última quarta-feira.

Em relação ao time, Diniz já deixou claro que deve poupar os jogadores mais desgastados devido a todo esforço físico e emocional para chegar à final da Libertadores. Os mais experientes, com certeza, vão ficar de fora como o zagueiro Felipe Melo, o lateral Marcelo e o meia Paulo Henrique Ganso.

Os prováveis substitutos também já são conhecidos: Marlon na defesa, Diogo Barbosa na lateral e John Kennedy. Este seria escalado mais na frente, com um recuo de Arias para formar o tripé de meio-campo ao lado de André e Alexsander. Além disso, Samuel Xavier volta à lateral direita, após cumprir suspensão, no lugar de Guga.

Como a decisão da competição sul-americana será disputada somente no início de novembro, os demais titulares devem começar jogando. O objetivo é somar pontos e tentar garantir uma vaga dentro do G-6, capaz de assegurar uma vaga na próxima edição da Libertadores de 2024.

Apesar de líder disparado do Brasileirão, o Botafogo viveu momentos complicados nesta semana. Depois de cometer alguns erros primários, o técnico Bruno Lage acabou dispensado após reunião da direção com os próprios jogadores. Curiosamente, o pedido deles é de que o time fosse mantido como se destacou no primeiro turno, sem as constantes mudanças técnicas e táticas experimentadas por Lage, que chegou ao Brasil como badalado técnico que comandou o Benfica, em Portugal.

Deixar o artilheiro Tiquinho Soares na reserva no empate por 1 a 1 diante do Goiás, foi a gota d’água para Lage deixar o gramado do Engenhão xingado pela torcida de ‘burro’. Assim, acabou demitido mesmo com uma multa rescisória de R$ 4 milhões.

Sem perder tempo, a direção deixou o time sob comando de Lúcio Flávio e de Joel Carli. Mas é o primeiro quem vai comandar o time na beira do campo de forma interina, podendo, inclusive, ser efetivo se as vitórias voltarem a acontecer. A sequência é ruim, com três derrotas e um empate.

O técnico interino dirigiu três treinos antes do clássico e já sinalizou uma formação que vinha sendo utilizada por Luís Castro, antecessor de Lage e que foi para a Arábia Saudita. Desta forma, Tchê Tchê, que foi improvisado pela lateral-direita, retorna a atuar como segundo volante ao lado de Marlon Freitas, que retoma sua vaga no meio-campo exercendo a função de protetor da dupla de defesa. A vaga na lateral-direita volta a ser ocupada por Di Plácido e na lateral-esquerda Marçal reassume sua posição após cumprir suspensão automática.

No ataque está confirmada a presença de Tiquinho Soares, artilheiro da competição com 14 gols, o último gol marcado na última rodada. O experiente Diego Costa fica como opção no banco de reservas.

Ainda na frente, Júnior Santos seguirá pelo lado direito com a liberdade de puxar os contra-ataques e abrir espaços na defesa adversária. A única vaga restante está sendo disputada por Victor Sá ou Luís Henrique.

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