quinta-feira, abril 25, 2024
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Diniz explica como o Mundial impacta na escalação do Fluminense: “Pensar jogo a jogo”

No primeiro jogo depois do título da Conmebol Libertadores, Fernando Diniz explicou o que espera para o Fluminense no restante do Campeonato Brasileiro. Com o Mundial de Clubes como objetivo restante no ano, o Brasileirão poderia servir como aquecimento para a competição de dezembro. Mas, nas palavras do técnico tricolor, a intenção parece ser de ir com o que tem de melhor.

– Vou pensar jogo a jogo e escalar os melhores que tivermos. Talvez, quando estiver mais perto e se tiver necessidade… Mas a princípio é tentar levar o que tem de melhor para conseguir fazer bons jogos e levar pontos.

Diniz avaliou como justo o empate com o Internacional em 0 a 0, no Beira-Rio, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Em coletiva após o confronto, o treinador também explicou a escolha por um time misto para entrar em campo – Cano, Felipe Melo e Marcelo não viajaram para Porto Alegre.

– O Marcelo estava muito desgastado, e o Cano também, e o Felipe Melo também sentiu um pouco a perna, nada grave, mas a gente resolveu deixar os três no Rio de Janeiro. E a escolha pela substituição do Alexsander foi bem óbvia, porque ele tinha tomado o cartão amarelo. Fiquei com receio de ele tomar o segundo no segundo tempo.

– O Nino também estava um pouco desgastado, ele tinha ficado quase vinte e poucos dias sem jogar, e teve um desgaste muito grande na final. No segundo tempo, quando a gente fez as trocas, foi sempre no intuito da vitória, mas não foi possível. Acho que o resultado foi justo pelo o que as equipes produziram.

Diniz na coletiva do Fluminense — Foto: Bruno Ravazzolli/ge

Diniz na coletiva do Fluminense — Foto: Bruno Ravazzolli/ge

Ao analisar os confrontos recentes contra o Internacional, até mesmo os da semifinal da Conmebol Libertadores, Diniz mostrou respeito pelo rival e afirmou que enfrentou um dos melhores times do país.

– Dos quatro jogos, três foram bem equilibrados, inclusive o de hoje. O único jogo que o Fluminense teve domínio grande foi o primeiro turno do Brasileirão, com 2 a 0. Os outros jogos foram equilibrados. O Inter é uma equipe bem treinada, com estrutura muito boa e tem excelentes jogadores. O elenco do Inter é um dos mais fortes do país.

Com o título da Conmebol Libertadores de 2023, o Fluminense já tem a vaga na competição garantida para o ano que vem. O próximo compromisso do clube é no sábado, quando enfrenta o rival Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

Fernando Diniz em Internacional x Fluminense — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Fernando Diniz em Internacional x Fluminense — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Confira outras respostas do treinador

 

Dedicação no Brasileirão

– A gente tem que ter compromisso com o futebol, tanto nos treinamentos e nos jogos. Quando o jogador era criança queria chegar ao Beira-Rio e jogar contra o Inter. Aí ele chegar aqui e não tiver vontade para jogar, acho que a criança que eles foram ficaria espantada e ia sentir uma certa tristeza. A gente tem o privilégio de ser jogador. Não é fácil, pela descarga de energia que teve. Mas temos o privilégio de jogar no Fluminense, disputar o Campeonato Brasileiro e tem um grande adversário como o Inter.

– Temos que levar esse campeonato extremamente a sério. Tem muita coisa valendo. Não só pelo Fluminense, mas pelos princípios éticos. Tem muita gente disputando para não cair, por Libertadores, Sul-Americana e título. Nós temos que nos entregar de corpo e alma sempre que pudermos. Não foi uma partida brilhante e nem uma das melhores do Fluminense. Mas o time teve intensidade, espírito de luta, soube competir e fez um bom jogo, na minha opinião.

Experimentos para o Fla-Flu?

– Não fizemos experiência hoje e nem achei que o Inter entrou sonolento. Foi um jogo equilibrado do começo ao fim. São duas equipes que têm qualidade técnica e jogadores perigosos. Às vezes o jogo fica mais lento em determinados momentos, mas não acho que o Inter entrou lento e nem é experimento para sábado. Tentei colocar o que tenho de melhor para a partida de hoje e não pensei no Flamengo em nenhum momento.

Jogo perigoso por ser depois de um título?

– Os jogadores, nesse sentido de ânimo e entrega, foram muito bem. É muito difícil sair do que aconteceu contra o Boca Juniors e ter equilíbrio para fazer o que fizeram. Não é uma situação normal. Tanto que depois de termos passados pela semifinal aqui, no jogo seguinte, estávamos muito abaixo e perdemos o jogo mesmo em casa. Aquilo, sim, foi um aprendizado. Se a gente jogasse com aquele estado de ânimo certamente teríamos perdido aqui.

O que falta para conectar o torcedor brasileiro com a seleção

– Vencer sempre conecta e, quando possível, jogar bem. Todo mundo gosta de assistir ao futebol bem jogado. Aqui tem a mística de ter a troca de passes, dribles, finta… Então a gente tenta que isso se aproxime cada vez mais. Eu tento aplicar esses conceitos em toda equipe que trabalhei e fazer isso com uma equipe competitiva. Fazer algo que quem está assistindo, tenha prazer em assistir.

– O futebol é competição, mas também entretenimento. A gente quis ser jogador porque viu beleza em alguém jogando. Se não fosse um jogo que encantasse a gente não teria tanta gente jogando. Eu também acredito que quem joga bem tem mais chance de ganhar.

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