terça-feira, abril 23, 2024
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Governo da Bolívia extradita para o Brasil um dos líderes do Comando Vermelho

O governo boliviano extraditou neste final de semana para o Brasil um dos líderes do Comando Vermelho, facção criminosa que domina o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro. “Jhesuilson Pereira Gómez, criminoso perigoso e um dos líderes do Comando Vermelho, foi entregue às autoridades brasileiras”, escreveu Eduardo Del Castillo, ministro do governo da Bolívia, em seu perfil no X (antigo Twitter). Na postagem, o ministro publicou fotos da extradição para o Brasil.

 

Gómez tem antecedentes criminais nos dois países por assassinato e roubo. Detido na Bolívia desde 2018 por extorsão e porte ilegal de armas, ele fugiu em março de 2020 de uma prisão de segurança máxima em Chonchocoro (La Paz) e acabou sendo capturado após duas semanas de buscas.

 

“Este sujeito cumpriu detenção em vários centros penitenciários da Bolívia (…) por causa de sua natureza perigosa. Agora, está nas mãos das autoridades brasileiras para que possa cumprir suas dívidas com o Judiciário do país irmão”, informou Del Castillo.

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A facção vem expandindo a sua atuação em outros países nos últimos anos. O Comando Vermelho foi citado no vazamento de dados do setor de inteligência do Exército da Colômbia repassados ao Ministério Público, que indicam uma nova rota pela Amazônia em uma aliança envolvendo o Comando Vermelho e ex-guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

 

Os dados fazem parte do #NarcoFiles: A Nova Ordem do Crime, uma investigação jornalística transfronteiriça sobre o crime organizado global. O projeto, liderado pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) em parceria com o Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), foi compartilhado com o UOL e outros veículos de mídia no mundo.

 

O Comando Vermelho também é investigado por participação no desvio de armas furtadas do Exército de São Paulo. Segundo as investigações, o armamento extraviado passou por três favelas cariocas sob o domínio da facção.

 

O CV também é suspeito de ter firmado uma aliança com a maior milícia do Rio, que desencadeou uma guerra pelo controle territorial do crime organizado, responsável por mais de 50 assassinatos só neste ano. A ação incluiu a mudança do fornecimento de internet nas áreas ocupadas, o uso de “crias”, como são chamadas as pessoas oriundas das favelas, e uma caçada aos rivais.

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