script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-2913509317834347" crossorigin="anonymous"> Policial penal do AC que fez ataques homofóbicos contra promotor é denunciado por racismo e ameaça
terça-feira, maio 28, 2024
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Policial penal do AC que fez ataques homofóbicos contra promotor é denunciado por racismo e ameaça

O Ministério Público do Acre (MP-AC) apresentou uma denúncia contra o policial penal Waldimar Jardim de Araújo, que fez ataques homofóbicos nas redes sociais contra o promotor de Justiça Tales Fonseca Tranin, no dia 28 de julho. Ele foi denunciado pelos crimes de racismo e ameaça.

O promotor sofreu os ataques após sua participação nas negociações com os presos que se rebelaram no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, nos dias 26 e 27 de julho.

g1 não conseguiu contato com o policial até última atualização desta matéria. A reportagem também entrou em contato com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) para saber se foi tomada alguma medida administrativa contra Araújo após o caso.

Segundo o órgão, foi aberto um procedimento administrativo pra investigar o fato, e uma cópia do procedimento ao MP também foi fornecida.

Em uma postagem de um site local, que falava sobre a atuação do membro do MP-AC na mediação do conflito, o policial penal fez comentários homofóbicos e de ameaças de morte.

“Esse promotor afeminado tem de ser devolvido em um pacote na sede do MP. Porque o Acre merece um promotor sério e comprometido com o combate à criminalidade. Não se pode tratar como iguais quem afronta as leis, tenta matar operador de segurança e vem liderando o crime, as facções, usando como escudo e proteção do Estado”, diz parte dos ataques do servidor público.

Policial penal fez comentários homofóbicos e de morte contra o promotor Tales Tranin — Foto: Reprodução

Policial penal fez comentários homofóbicos e de morte contra o promotor Tales Tranin — Foto: Reprodução

A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Abelardo Townes de Castro Júnior, destaca que o denunciado é acusado de fazer comentários discriminatórios relacionados à orientação sexual do promotor de Justiça, utilizando termos pejorativos e demonstrando preconceito. O MP-AC destacou que essas ações configuram crime de racismo.

Além disso, o policial penal também foi denunciado por ameaçar causar um mal injusto e grave à vítima, segundo o MP-AC, usando expressões que sugeriam a intenção de tirar a vida do promotor de Justiça. Conforme a denúncia, a situação é agravada pelo fato de o denunciado ser policial e possuir porte de arma de fogo.

O órgão pede a condenação do denunciado, com a definição de um valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração.

Rebelião

 

Dois inquéritos foram abertos pela Polícia Civil para investigar como foi a dinâmica da rebelião dentro do presídio de Segurança Máxima. Os presos renderam um detento e um policial penal e conseguiram tomar o presídio em um ato que durou mais de 24 horas. Dos cinco mortos, três foram decapitados.

Há duas possibilidades de motivação: a que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) divulga oficialmente é de uma tentativa de fuga de 13 presos, que foram contidos e, por conta disso, teriam mantido reféns para garantir as negociações. A outra versão é de que a facção criminosa que orquestrou a rebelião queria entrar no pavilhão da grupo criminoso rival e matar os integrantes para demonstrar poder na guerra por territórios.

Um policial penal foi atingido ainda com um tiro de raspão no olho e um preso levou um tiro no braço. A participação do promotor Tales Tranin nas negociações com os presos teria sido solicitada pelos próprios detentos.

Rebelião em presídio de segurança máxima no AC já durou mais de 24 horas — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Rebelião em presídio de segurança máxima no AC já durou mais de 24 horas — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

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