quarta-feira, abril 24, 2024
Nacional

Polícia apura se corpo incinerado causou incêndio em parque estadual de MG

PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um incêndio no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, atingiu 22 hectares de vegetação –nove durante a madrugada e 13 no novo foco combatido neste sábado (16) –, segundo análise preliminar do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e o IEF (Instituto Estadual de Florestas).

Para se ter uma ideia, a medida oficial de um campo de futebol –segundo a Fifa– deve ser de 1,08 hectare.
A Polícia Militar foi acionada por pessoas que tiravam fotos no parque.

Os visitantes contaram que viram seis pessoas –em dois carros– chegarem ao parque e colocarem fogo na mata.
Após os bombeiros diminuírem as chamas, foi localizado o corpo de um homem. A polícia isolou a área e acionou a perícia.
Um rapaz que se identificou como irmão da vítima, que tinha 19 anos, reconheceu o corpo através de uma tatuagem na perna direita. Ele contou aos militares que o irmão usava drogas, trabalhava para traficantes e estava ameaçado de morte.

A perícia constatou que o homem levou três tiros nas costas e teve o corpo jogado no parque.

Através de imagens de câmeras do local, a polícia chegou ao proprietário de um dos veículos denunciados.

O suspeito, de 23 anos, disse que havia emprestado o carro a terceiros. Contou também que estava em posse dos celulares dessas pessoas. A história não convenceu a PM, que o encaminhou à delegacia para esclarecimentos.

A PM localizou também a ex-namorada da vítima, em Contagem. A mulher afirmou que às 21h desta sexta ele visitaria a filha do casal. A mulher relatou que ouviu alguns disparos perto de casa, tentou ligar para o celular do ex, mas sem sucesso.

O caso está em investigação pelos órgãos de segurança.
O Corpo de Bombeiros afirma que foi acionado por volta de 22h10 desta sexta (15) para dar apoio à Policia Militar no local.
O fogo foi controlado por volta de 1h30. Reiniciou na manhã deste sábado, mas já está novamente controlado, segundo o IEF. O Corpo de Bombeiros monitora a área.

Nas duas operações, o efetivo usado para o combate às chamas incluiu oito bombeiros militares, dois servidores do IEF, sete da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), 35 brigadistas e um caminhão-pipa.

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