segunda-feira, abril 22, 2024
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Tendência de Crescimento: PIB do Acre Aumenta 6,7% em 2021, Destacando Impacto da Agricultura e Administração Pública

Em 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre experimentou um crescimento de 6,7%, figurando entre os cinco maiores registrados no ano quando comparado ao desempenho de 2020, período em que a economia local enfrentou uma contração de -4,2%. Dessa forma, o PIB do estado, em termos reais, alcançou a marca de R$21.374 bilhões. Os setores agrícola e de administração pública foram os principais impulsionadores desse crescimento.

Esses dados foram extraídos do Sistema de Contas Regionais, cujos resultados foram divulgados na última sexta-feira (17) pelo IBGE. O estudo aponta que o Brasil alcançou a cifra de R$9 trilhões, registrando um aumento de 4,8% em volume, revertendo a queda observada em 2020, principalmente decorrente dos impactos da pandemia de COVID-19. No âmbito das três categorias de atividades econômicas, a agropecuária permaneceu estável em volume (4,2% em 2020), enquanto a indústria apresentou crescimento de 5,0% (ante uma queda de -3,0% em 2020), e os serviços registraram um aumento de 4,8% (em comparação com uma redução de -3,7% em 2020).

Todas as 27 Unidades da Federação apresentaram crescimento em volume do PIB, com destaque para o Rio Grande do Sul, que registrou a maior variação, 9,3%, seguido por Tocantins, com 9,2%, e Roraima, com 8,4%. Essas informações são provenientes das Contas Regionais 2021, elaboradas pelo IBGE em colaboração com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA).

“Destaque Regional: Norte e Sul Sobressaem nos Cinco Maiores Crescimentos do PIB, Enquanto Centro-Oeste Registra Menor Desempenho”

Alessandra Poça, gerente de Contas Regionais do IBGE, enfatiza que entre os cinco estados com maior crescimento, dois estão na Região Sul e três na Região Norte. Em contrapartida, os três estados com menor crescimento pertencem à Região Centro-Oeste.

Em 14 Unidades Federativas (UFs), os resultados superaram a média nacional de 4,8%. Essas 14 UFs representam 30% do PIB e apresentaram um crescimento médio de 6,8%. Os maiores aumentos em volume foram observados no Rio Grande do Sul (9,3%), Tocantins (9,2%), Roraima (8,4%), Santa Catarina (6,8%) e Acre (6,7%). A agropecuária, com destaque para o cultivo de soja, foi um fator significativo nesses estados, exceto em Santa Catarina, onde essa atividade variou 0,5%.

Além da agropecuária, no Rio Grande do Sul, o desempenho das indústrias de transformação também influenciou o resultado, especialmente na fabricação de máquinas e equipamentos. Em Tocantins, o setor da construção contribuiu significativamente, registrando um crescimento de 22,6%. Nos estados de Roraima e Acre, as atividades de construção, comércio e reparação de veículos automotores, motocicletas e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social foram contribuintes importantes para o resultado de 2021.

Em Santa Catarina, o quarto maior aumento em volume do PIB foi impulsionado pelo desempenho das indústrias de transformação, especialmente na confecção de artigos do vestuário e acessórios, fabricação de máquinas e equipamentos, e fabricação de peças e acessórios para veículos automotores.

As outras 13 UFs apresentaram crescimento abaixo da média, sendo elas: Ceará, Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Pará, Paraná, Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Nos estados da Região Centro-Oeste, o resultado foi influenciado pelo desempenho negativo em volume da agropecuária. Alessandra Poça esclarece que, no entanto, o crescimento em volume dos serviços compensou a forte queda em volume da agropecuária em 2021.

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