sexta-feira, maio 24, 2024
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Umectação capilar: o que é, quais os benefícios e como fazer em casa

Você já ouviu falar em umectação capilar? Essa técnica consiste em uma hidratação intensiva dos fios, à base de óleos vegetais puros ou manteigas naturais. Ou seja, uma verdadeira aliada para cabelos ressecados, porosos e precisando de carinho.

 

Viviane Coutinho, tricologista especializada em saúde capilar, dá uma aula rápida sobre o que é a umectação capilar: “O objetivo é repor a umidade e os nutrientes perdidos pelos fios, deixando-os mais saudáveis, macios e brilhantes.”

Quais são os benefícios da umectação capilar?

Viviana explica que a umectação tem vários benefícios, entre eles:

 

  • auxílio na redução da quebra;
  • ajuda na diminuição do frizz;
  • para cabelos cacheados, elimina a formação de nós;
  • contribui na redução do atrito entre os fios;
  • auxilia no ressecamento e a porosidade;
  • colabora no fortalecimento da fibra capilar.

 

“No couro cabeludo, a técnica auxilia no equilíbrio da microbiota, ajudando até mesmo no crescimento capilar”, explica a tricologista.

 

Segundo Iana Oliver, especialista em cachos da Clínica dos Cachos, fazer a umectação é fácil e tem um custo acessível: “Ela tem uma entrega rica em lipídios, fortalecendo os cabelos, deixando-os mais saudáveis, macios e brilhantes.”

 

Quais os óleos e manteigas indicados para fazer a umectação capilar?

“Os óleos vegetais contêm nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e ácidos graxos, que são benéficos para a saúde dos cabelos. A umectação capilar fornece esses nutrientes aos fios, ajudando a fortalecer, reparar e nutrir os cabelos, deixando-os mais saudáveis e brilhantes”, esclarece Iana.

 

"No couro cabeludo, a umectação capilar auxilia no equilíbrio da microbiota, ajudando até mesmo no crescimento capilar", explica a tricologista.  — Foto: Pexels

“No couro cabeludo, a umectação capilar auxilia no equilíbrio da microbiota, ajudando até mesmo no crescimento capilar”, explica a tricologista. — Foto: Pexels

De acordo com Viviane, os ingredientes e produtos mais recomendados são os óleos vegetais, tais como:

  • óleo de coco;
  • azeite de oliva;
  • óleo de rícino;
  • óleo de abacate;
  • óleo de argan.

“Também podem ser usadas as manteigas, mas elas precisam ser puras, como manteiga de karité, por exemplo”, indica Iana.

 

Para identificar se o seu cabelo precisa de umectação é fácil: se houver frizz em excesso, opacidade, porosidade, pontas duplas e falta de brilho, então já é hora de fazer uma.

 

Veja o passo a passo para fazer a umectação capilar em casa

Realizar a umectação capilar é um processo simples e eficaz. Iana indica a técnica rápida, que dura entre 40 minutos a 2 horas: “Hoje em dia, não indico mais a umectação noturna, por entender que as bactérias boas existentes no nosso couro cabeludo são prejudicadas se ficarem por mais de 2 horas com os óleos no cabelo.”

Viviane também aconselha fazer o procedimento com o cabelo seco, para a melhor permeação dos óleos, já que a substância não tem afinidade com água.

 

  • separe o cabelo em mechas;
  • aplique o óleo de forma uniforme, enluvando cada mecha (para facilitar, prenda as mechas e deixe solta apenas a parte onde o produto está sendo aplicado);
  • certifique-se de espalhar o óleo por todo o comprimento dos fios;
  • potencialize o efeito utilizando uma touca de cetim, pois o tecido liso e delicado evita o atrito com os fios;
  • deixe agir de 40 minutos a 2 horas;
  • para retirar, use um xampu limpante, mas hidratante;
  • faça a finalização da sua preferência.

 

Para identificar se o seu cabelo precisa de umectação é fácil: se houver frizz em excesso, opacidade, porosidade, pontas duplas e falta de brilho, então já é hora de fazer uma. — Foto: Unsplash

Para identificar se o seu cabelo precisa de umectação é fácil: se houver frizz em excesso, opacidade, porosidade, pontas duplas e falta de brilho, então já é hora de fazer uma. — Foto: Unsplash

E com que frequência devo fazer esse processo?

“Para aqueles que possuem cabelos secos, é possível realizar umectação capilar uma vez por semana ou a cada 15 dias. É importante observar como seus fios respondem ao tratamento e evitar exageros. Recomenda-se seguir de acordo com o seu tipo de cabelo para obter os melhores resultados”, explica Viviane.

 

Existem diferenças no processo para cabelos lisos, cacheados ou crespos?

Sim, há diferenças dependendo do tipo de cabelo, seja ele liso, cacheado ou crespo. “Cada tipo de cabelo tem características específicas e necessidades diferentes, e essas diferenças devem ser consideradas ao realizar a umectação capilar”, esclarece a tricologista.

“Cabelos lisos já tendem à oleosidade. Por conta da forma do fio reta, a distribuição natural do óleo no couro cabeludo acontece com maior facilidade, deixando ele mais oleoso. Por esse motivo, os lisos devem usar apenas em casos de cabelos ressecados ou pós-química, como descoloração, por exemplo”, diz Iana.

 

Já os cacheados e crespos, por conta da estrutura natural do fio, em forma de espiral, já sofrem mais com ressecamento e porosidade, uma vez que o cabelo tem maior dificuldade para conduzir o óleo natural produzido pelo couro cabeludo até as pontas.

 

Dependendo do tipo de cabelo, seja ele liso, cacheado ou crespo, há diferenças na hora de fazer a umectação capilar — Foto: Unsplash

Dependendo do tipo de cabelo, seja ele liso, cacheado ou crespo, há diferenças na hora de fazer a umectação capilar — Foto: Unsplash

Quais os cuidados e possíveis riscos de fazer a umectação capilar?

Os óleos podem ser usados no couro cabeludo, mas existem cuidados, como indica Iana Oliver: “As lisas, principalmente, devem evitar o uso diretamente no couro cabeludo. As cacheadas e crespas podem apenas massagear o couro cabeludo com as pontas dos dedos, se sentirem necessidade, ou estiverem com o couro cabeludo naturalmente seco.”

Outro ponto que ela ressalta são as reações alérgicas aos óleos: “Mesmo sendo puros e naturais, o ideal é sempre testar em alguma mecha antes, caso seja a primeira vez fazendo umectações.”

E atenção! 🚨 Gestantes e lactantes também precisam ter cuidados, principalmente no caso de óleos essenciais: “Esses não podem ser usados sem orientação de um profissional.”

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