quarta-feira, maio 22, 2024
Mais esportes

Por um fio no Flamengo, Sampaoli não tem mais respaldo de jogadores, funcionários e diretoria

Sampaoli não está disposto a abrir mão de suas convicções e vai, como um morto-vivo, para o segundo jogo da final da Copa do Brasil, mesmo por um fio no Flamengo e sem qualquer respaldo de jogadores, funcionários e da diretoria de futebol. O argentino se apega à relação direta com o presidente Rodolfo Landim e passa por cima dos demais setores para manter o que acredita até o fim. Não houve, após a derrota para o São Paulo, qualquer aceno que demonstre uma tentativa de compor, de conversar, de tentar algo diferente. A principal esperança está na possível volta de Arrascaeta, que está sendo preparado para jogar no sacrifício.

O vice de futebol Marcos Braz se inclinou a demitir o técnico Jorge Sampaoli, mas parou no presidente. Landim tirou a autonomia do comandante principal do departamento de futebol e segurou a saída do técnico argentino para o jogo da volta, no próximo domingo. A medida deixa a situação de Braz mais desconfortável. O clima insustentável perdurou até a reapresentação no Ninho do Urubu, com semblantes fechados, e Sampaoli como sempre distante. Essa característica não se aplica apenas ao elenco, mas também aos demais profissionais que estão no dia a dia. A postura é tão enraizada que chega ao ponto de Sampaoli ignorar muitas das orientações que chegam do departamento médico em relação aos atletas, e decidir de forma unilateral sobre escalações, viagens e quem e quando utiliza.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *