segunda-feira, maio 20, 2024
Tecnologia

Clarão misterioso em Júpiter é flagrado por astrônomo amador; veja vídeo

O astrônomo amador japonês Tadao Ohsugi conseguiu flagrar uma explosão misteriosa na atmosfera de Júpiter. Ele pediu ajuda ao cientista Ko Arimatsu, da Universidade de Kyoto, para descobrir as causas do fenômeno avistado. Arimatsu, que coordena uma rede de astrônomos amadores, logo conseguiu outros seis relatos do mesmo flash registrado em 28 de agosto por Ohsugi.

Segundo análises iniciais, o flash registrado por Ohsugi foi fruto de um impacto violento – comparável ao chamado evento de tunguska, em 1908, na Sibéria, quando um asteroide que se chocou com a Terra destruiu 800 quilômetros da floresta.

Arimatsu afirmou que o evento flagrado por Ohsugi foi o segundo clarão mais brilhante observado em Júpiter na última década, perdendo apenas para um episódio relatado em 2021, cuja energia estimada teria sido equivalente a de dois megatons de TNT.

A fireball observed on Jupiter, captured by amateur astronomer Tadao Ohsugi last month.?
A Fireball Whacked Into Jupiter, and Astronomers Got It on Video. In August, stargazers in Japan recorded a bright flash on the giant gas planet. كرة نارية شوهدت على كوكب المشتري، التقطها. pic.twitter.com/FpqnW7KikB

— Shantanu Kumar Singh (@theshantanumum) September 16, 2023

Investigar esses eventos ajuda a compreender como a química e a temperatura de Júpiter respondem aos impactos. Colisões semelhantes podem ter sido importantes para dar origem a outros planetas do nosso Sistema Solar.

Os astrônomos se concentram em Júpiter devido ao seu tamanho, que facilita a visão e torna o planeta mais propenso a sofrer o impacto de detritos cósmicos. Por isso mesmo também, Júpiter é um alvo recorrente dos astrônomos amadores. Desde 2010 já foram registrados nove relatos.

Caracterizar estes flashes é uma forma crucial de compreender a história do nosso Sistema Dolar. Eles oferecem “um vislumbre dos processos violentos que ocorreram nos primeiros dias do nosso Sistema Solar”, disse ao jornal The New York Times Leigh Fletcher, cientista planetário da Universidade de Leicester, na Inglaterra. É como “ver a evolução planetária em ação”, acrescentou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *