sábado, fevereiro 24, 2024
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Pode ingerir sérum facial? Entenda a polêmica e o alerta de especialistas

Já pensou em ingerir aquele sérum facial que você usa na pele? Pois uma jornalista da revista Glamour britânica não só imaginou, como testou e compartilhou a experiência.

A colunista inglesa deixa claro que o produto em questão é um sérum de origem vegetal, à base de extratos de sementes e plantas, e feito com as opções de uso tópico e oral – partindo da ideia de nutrir a pele de dentro para fora. Analisando os ingredientes, a farmacêutica explica que, entre os benefícios estão a hidratação e regeneração do tecido:

“O óleo de uva trabalha a regeneração de tecido e hidratação, o girassol também, principalmente aumentando a parte de renovação celular. Quando a gente fala de cicatrização, a centelha asiática melhora estas marcas e de estrias, além de ser um excelente regenerador celular. O tocoferol, que é uma vitamina E, é um antioxidante potente de membrana celular e um excelente anti-idade multifuncional.”

Mas, se você já estava prestes a tomar um gole do seu sérum, pode parar por aí! Joyce afirma que não, necessariamente, ingerir o produto pode ser mais eficiente do que usá-lo via tópica e que é preciso uma série de estudos a respeito da reação destes componentes no organismo, já que alguns são mais indicados para uso externo.

Especialistas alertam para os riscos para saúde em ingerir produtos categorizados como cosméticos — Foto: Freepik

Especialistas alertam para os riscos para saúde em ingerir produtos categorizados como cosméticos — Foto: Freepik

Além disso, no Brasil, não há legislação para esta categoria de cosméticos de uso oral que atenda às regras da Anvisa: “Ou o produto é registrado como cosmético ou como suplemento.” A divisão acontece para a própria segurança do consumidor, já que todo suplemento tem sua lista de ativos discriminado com o que pode ser ingerido sem causar danos à saúde.

“A legislação de cosmético deixa muito bem discriminada que todos os ativos que são colocados e registrados nesse produto são de uma classe pertencente ao uso tópico. Todas essas matérias-primas acima citadas, que são excelentes, são usadas em outros cosméticos em uma composição aleatória junto com outros ativos. Então, como ele age no corpo via oral? É muito difícil citar qual vai ser a ação e esses ativos teriam de ser respaldados em uma via de suplementação. E isso é uma outra categoria de registro”, detalha.

 

Ainda assim, segundo a especialista, estes ativos devem passar por um “teste de biodisponibilidade, teste oral e teste de mucosa para saber como esse produto age internamente”.

“Em relação ao efeito sistêmico, seriam necessários estudos clínicos que comprovassem os efeitos alegados, pois não se trata apenas de um cosmético, mas de um medicamento. As normas regulatórias que asseguram a eficácia e segurança dos produtos disponíveis no mercado brasileiro são bem rígidas quanto a isso”, pontua a dermatologista.

A recomendação também vale para aqueles óleos essenciais sem comprovação científica! Joyce explica que os óleos puros da matéria-prima podem ingeridos por terem sido submetidos a todos os testes necessários e, por isso, estão liberados como parte da aromaterapia ou para tratar problemas no sistema imunológico, gástrico e até reduzir estresse.

Isso porque a fórmula do suplemento não pode conter subprodutos que, entre outros riscos, pode causar:

  • Intoxicação
  • Reação alérgica
  • Problemas no fígado

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