quinta-feira, abril 25, 2024
Life Style

Como zombamos dos transtornos alimentares sem saber

O distúrbio alimentar é um assunto muito sério e pode levar alguém à morte. Infelizmente, o tema é subestimado por muita gente e há quem faça piada de alguém que sofre desse problema. Esse foi o caso de Yasmin Brunet, no ‘Big Brother Brasil 24’, que foi zombada por Rodriguinho no reality da Globo por conta da compulsão alimentar da modelo. Inclusive, no dia 15 de janeiro de 2024, a filha de Luiza Brunet desabafou sobre os comentários do ex-integrante do grupo Os Travessos, que vinha chamando-a de ‘Yasmin Comer’ ou dizendo que ela ‘sairia da casa rolando’ caso não parasse de comer. “Car-lho, me deixa em paz”, pediu ela. “Você ficar falando da minha compulsão vai me dar gatilho”, disparou Brunet.

Embora o estigma em torno da saúde mental continue a ser combatido por pessoas corajosas que compartilham as suas batalhas, os distúrbios alimentares ainda não têm a atenção adequada, apesar de terem a taxa de mortalidade mais elevada de qualquer doença mental. Uma grande parte dessa triste realidade se deve à forma como normalizamos comportamentos, comentários e hábitos prejudiciais neste mundo cada vez mais baseado em imagens. São justamente frases e ações simples que na maioria das vezes desencadeiam gatilhos para transtornos alimentares.

Muitas dessas coisas podem não parecer grande coisa, mas para aqueles que estão lutando ou se recuperando de um transtorno alimentar, a linguagem inapropriada pode ser muito desencadeadora. Só nos EUA, segundo a Associação Nacional de Anorexia Nervosa e Distúrbios Associados, a cada 62 minutos pelo menos uma pessoa morre como resultado direto de um distúrbio alimentar. Não são apenas os jovens: 13% das mulheres com mais de 50 anos apresentam comportamentos de transtorno alimentar. O que é pior, muitas dessas pessoas nunca procuraram tratamento.

Na galeria, conheça frases, temas e comentários que você provavelmente não percebeu que estavam normalizando (e zombando) e desencadeando distúrbios alimentares. Também veja dicas de como ajudar alguém que sofre disso com declarações com mais empatia.

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