Em um esforço para garantir a segurança e a integridade das famílias desabrigadas pela cheia do Rio Acre, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), reiterou que o cronograma de permanência nos alojamentos temporários deve se estender até o fechamento do mês de março. Em conversa com o site Amazônia Agora, o gestor explicou que a instabilidade do nível do manancial exige cautela para evitar retornos precipitados.
A estratégia da prefeitura foca em evitar o “vai e vem” logístico e o desgaste emocional das famílias. Segundo Bocalom, as oscilações constantes do rio nas últimas semanas tornam o retorno para casa um risco desnecessário neste momento. “Nossa intenção é poupar os moradores. Mudar móveis e pertences repetidamente acaba danificando os bens das pessoas. Só liberaremos o retorno quando houver segurança hídrica total”, pontuou o prefeito.
Estrutura e Assistência
Atualmente, o Parque de Exposições segue como o principal ponto de acolhimento na capital acreana. A estrutura montada pela gestão municipal oferece suporte multidisciplinar, incluindo:
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Assistência Social: Equipes de plantão para suporte logístico e emocional.
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Cuidado Infantil: Atividades voltadas para o bem-estar de crianças e adolescentes.
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Causa Animal: Espaço dedicado aos pets das famílias desabrigadas.
O prefeito destacou o clima de acolhimento nos abrigos, mencionando que o zelo das equipes tem feito a diferença na adaptação dos jovens ao ambiente provisório. “Estamos tratando a todos com dignidade e carinho. O suporte humanitário é nossa prioridade absoluta, garantindo que, enquanto não puderem voltar para seus lares, eles tenham o melhor atendimento possível aqui”, concluiu.
A prefeitura mantém o monitoramento constante das áreas de risco e reforça que o auxílio logístico continuará disponível durante todo o período de abrigamento.












