Força-tarefa apreende 117 garrafas de bebida sem procedência em SP

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Força-tarefa apreende 117 garrafas de bebida sem procedência em SP

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Um força-tarefa das secretarias estaduais da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP) apreendeu nesta segunda-feira (29) 117 garrafas de bebidas sem rótulo e sem comprovação de procedência, em três estabelecimentos nos bairros Jardim Paulista e Mooca.

A ação foi realizada nesta segunda-feira (29) em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) estadual e a Vigilância em Saúde do Município de São Paulo (Covisa). 

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Os locais estão entre os suspeitos de comercializar bebidas adulteradas com metanol, produto altamente tóxico para humanos. 

As garrafas foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica. Dois dos estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias.

As apurações estão a cargo da Divisão de Investigações sobre Infrações contra a Saúde Pública, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), por meio da 1ª Delegacia de Polícia.
 


Força-tarefa de SP apreende 117 garrafas de bebidas sem comprovação de procedência

Força-tarefa em bairros de São Paulo apreendeu 117 garrafas de bebida sem rótulo e sem comprovação de procedência – João Valério/Governo do Estado de SP

Balanço

De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de consumo de bebida adulterada.

Leia Também:  O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou 12 pessoas por participação em um esquema de fraude na compra de 100 mil testes rápidos de Covid-19 sem registro da Anvisa. As irregularidades ocorreram entre março de 2020 e janeiro de 2021 e fazem parte da Operação Polígrafo. Segundo o MP, os testes foram adquiridos por meio de uma Dispensa de Licitação de R$ 10,5 milhões, resultando em superfaturamento e perdas superiores a R$ 2 milhões. A promotoria pede que o valor seja devolvido aos cofres públicos. Anúncio Entre os denunciados estão o ex-secretário adjunto de Saúde, um ex-gerente da Sesau, empresários e o então cônsul honorário da Índia. Os nomes não foram divulgados. A denúncia aponta que o grupo atuou para manipular processos de compra, direcionar contratos, entregar produtos irregulares e obter vantagens financeiras. Os acusados responderão por crimes contra a administração pública, saúde pública e fé pública — incluindo fraude em licitação, tráfico de influência, importação de produtos irregulares, falsificação de documentos, além de associação criminosa e fraude processual. O MP pede ainda indenização por danos morais coletivos, perda de cargos públicos e manutenção do bloqueio de bens. A denúncia segue agora para análise do Judiciário, que decidirá se abre ou não a ação penal.

Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.

Recomendação

O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas.

“A recomendação do CVS é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco”.

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