Festival da Macaxeira

Bocalom defende industrialização da mandioca e fala sobre futuro político durante Festival da Macaxeira

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A Prefeitura de Rio Branco, em parceria com a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), abriu oficialmente, nesta sexta-feira (3), a segunda edição do Festival da Macaxeira e Agronegócio, no Horto Florestal. O evento, que celebra a produção rural e o agronegócio acreano, contou com a presença do prefeito Tião Bocalom (PL), que destacou a importância da iniciativa como vitrine do homem do campo e falou sobre os desafios da agricultura e o futuro político no estado.

A macaxeira é a nossa vitrine da zona rural, o símbolo do homem do campo. É um alimento que todo acreano consome e que representa a força do nosso produtor”, afirmou o prefeito.

Segundo Bocalom, o festival vai além da programação cultural. “A macaxeira é a vitrine, mas também teremos palestras sobre café, leite, banana e cacau. A ideia é que esse seja um espaço para quem quer conhecer o potencial agrícola da nossa cidade e do nosso estado. É o Festival da Macaxeira mostrando o que o Acre tem de melhor”, destacou.

O prefeito ressaltou ainda que o modelo do evento rompe com o formato tradicional de festas públicas.
“Estamos quebrando o paradigma. Normalmente, se gasta muito com artistas e o público acaba esquecendo o verdadeiro objetivo. Aqui, o foco é a produção rural, é o alimento que vem da roça. Queremos que esse festival seja o ponto de encontro entre produtores e famílias da cidade”, explicou.

Sobre o local da realização, Bocalom afirmou que o Horto Florestal deve se consolidar como sede definitiva do evento. “Esse ano foi aqui porque não dava pra fazer na Via, mas agora pegou. O Horto tem a cara do homem do campo, combina com o espírito do festival”, disse.

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Durante a entrevista, o prefeito voltou a defender a industrialização da mandioca como alternativa econômica para o Acre. “Desde que fui prefeito de Acrelândia, sonho em atrair uma indústria de fécula de mandioca. A Embrapa já comprovou que a produtividade aqui é maior que no Paraná. Se tivéssemos uma indústria produzindo 200 toneladas, Manaus consumiria tudo”, afirmou.

Ele também cobrou políticas públicas mais fortes para viabilizar o projeto. “A iniciativa privada não arrisca sozinha. Falta um programa de governo que dê credibilidade e incentive o produtor. Uma prefeitura sozinha não consegue, é algo que depende de incentivos estaduais e federais”, avaliou.

Ao ser questionado sobre uma possível candidatura ao Governo do Acre, Bocalom não fugiu do tema.
“Eu nunca escondi o desejo, já fui candidato três vezes e perdi uma por 0,5%. Isso nunca saiu do radar. Mas o povo de Rio Branco me reelegeu e meu compromisso é com a cidade. Hoje temos 107 obras em andamento e outras em licitação. Quem ganha eleição é trabalho”, declarou.

O prefeito também defendeu a união dentro da direita acreana. “O ideal é termos consenso, mas isso depende do partido. Esse ano quero focar nas obras e em gerar emprego e renda. Ano que vem a gente fala de eleição”, disse.

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Por fim, Bocalom destacou os investimentos habitacionais em andamento na capital. “Já temos quase 500 casas contratadas com a Caixa e outras 500 em processo. Até 2027, devemos ultrapassar 1.800 unidades habitacionais entregues — algo inédito em Rio Branco”, concluiu.

Encerrando, o prefeito classificou as disputas internas como parte natural da política.
“Ninguém é culpado por isso. Disputa pelo poder existe em todo lugar. Essas definições acontecem nos 45 minutos do segundo tempo”, finalizou.


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