Arte Acreana

DIM encanta o público com releituras amazônicas em “Cores da Amazônia”

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A exposição “Cores da Amazônia”, do artista acreano DIM, tem atraído a atenção de visitantes no Palácio das Secretarias, em Rio Branco. Entre as obras expostas, uma das que mais despertou curiosidade do público foi “Noite Estrelada na Gameleira”, uma releitura local do clássico de Van Gogh.

“Eu queria trazer os artistas clássicos para o Acre. Aí pensei: como é que eu vou fazer isso? Através da pintura. Fiz uma paisagem acreana com a técnica do Van Gogh”, explicou o artista, destacando a mistura entre a arte mundial e a identidade regional.

DIM também ressaltou que suas obras dialogam com temas ambientais e refletem sobre o futuro da Amazônia. “Eu usei a paisagem amazônica como preservação e usei também os índios do Acre, os Huni Kuin, para as pessoas refletirem sobre a preservação da Amazônia”, afirmou.

Outro destaque da mostra é a pintura “O Acre visto de cima”, inspirada em registros históricos da capital acreana. “Essa tela é uma reprodução colorida de uma imagem que era em preto e branco. A rua ali é do antigo Tecidos Cuiabá, e tem também a ‘manduquinha’, que era a polícia do Acre antigamente. Fiz isso pra relembrar o passado”, contou DIM.

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Na obra “A Ceia em Emaús”, o artista incluiu um detalhe simbólico que remete à nossa região. “Tem uma fruta que eu coloquei, o mamão, que é tipicamente amazônico, brasileiro, que nasce em todo canto. Coloquei o mamão pra simbolizar a Amazônia”, revelou.

Natural de Tarauacá, o artista de 61 anos encerrou o bate-papo com um convite ao público: “Eu convido as pessoas que não gostam e as que gostam de arte para prestigiar a exposição, porque a arte fala muito. E o melhor: a entrada é gratuita, e os quadros estão à venda.”

📍 A exposição “Cores da Amazônia” segue aberta ao público no Palácio das Secretarias, no centro de Rio Branco.

 

 

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