Fruta exótica ajuda a reduzir inflamação no fígado e apoia o intestino

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Apesar de não aparecer com tanta frequência nas feiras e mercados brasileiros, a nêspera é uma fruta que vale a pena investir. Além de saborosa, ela concentra propriedades valiosas para a saúde — especialmente para o fígado.

Em entrevista para a coluna Claudia Meireles, a nutricionista Paloma Cupini explica que a fruta de cor amarela e sabor adocicado é considerada um superalimento por unir nutrientes essenciais e compostos naturais com forte ação antioxidante.

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Nêspera

Benefícios para o fígado

Quando o assunto é fígado, a fruta ganha protagonismo. A especialista destaca que a nêspera contém carotenoides, polifenóis e triterpenos, substâncias capazes de reduzir o estresse oxidativo e a inflamação silenciosa que afeta as células hepáticas.

“Esses antioxidantes apoiam a detoxificação natural do fígado e auxiliam no metabolismo de gorduras, o que ajuda a prevenir danos hepáticos e quadros como a esteatose”, explica Paloma Cupini.

Segundo a expert, pesquisas recentes também reforçam o potencial do ácido ursólico e de outros triterpenos presentes na fruta, estudados por seus efeitos anti-inflamatórios e hepatoprotetores.

“Esses compostos fortalecem o papel da nêspera como aliada da saúde metabólica e do equilíbrio geral do organismo”, completa.

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Fruta ostenta vários benefícios para o fígado

Benefícios gerais para o corpo

Além da atuação no fígado, a nêspera oferece vantagens importantes para a saúde como um todo. Rica em vitaminas A, C e do complexo B, além de minerais como potássio, magnésio e cálcio, ela contribui para a imunidade, favorece o metabolismo, melhora a saúde da pele e da visão e apoia o equilíbrio dos eletrólitos.

“As fibras auxiliam no controle glicêmico, aumentam a saciedade e favorecem um trânsito intestinal mais equilibrado”, garante Paloma Cupini. “A fruta ainda colabora para a saúde cardiovascular, uma vez que reduz inflamação e protege os vasos sanguíneos”, emenda a nutricionista.

Contraindicações

Apesar de ser segura para a maioria das pessoas, Paloma recomenda atenção em alguns casos. Em episódios de diarreia, o consumo excessivo pode agravar o quadro devido à alta concentração de fibras.

“Pessoas com sensibilidade a frutas mais ácidas podem sentir desconforto gástrico se consumirem grandes quantidades. Quem tem alterações renais deve monitorar o potássio, mesmo que a fruta não seja tão rica nesse mineral. As sementes não devem ser ingeridas”, destaca.

Para quem utiliza análogos de GLP-1, a exemplo do Ozempic, a orientação é consumir porções menores para evitar náuseas ou distensão abdominal.

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