“Uma flor remete a mulher, porque a mulher é frágil, igual uma flor, então a gente tem que ter todo cuidado com ela”, é o pensamento de J. N., mulher em situação de privação de liberdade, em cumpirmento de sentença, na Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco. Ela é uma das sete mulheres que trabalham no viveiro da unidade prisional.
Trabalho de jardinagem transforma ambiente prisional e ajuda a melhorar saúde mental das mulheres privadas de liberdade no presídio feminino de Rio Branco. Foto: José Lucas/IapenO estabelecimento penal desenvolve atividades, com foco no trabalho, para ajudar na reintegração social de mulheres privadas de liberdade. No viveiro, elas aprendem a plantar e cuidar das plantas.
Além de poder remir pena, os conhecimentos adquiridos no ofício de jardinagem contribuem para a vida da participante após a saída do sistema prisional. J. N. é mãe de três crianças e afirma que o trabalho na jardinagem ajuda a diminuir a ansiedade desencadeada por pensar na família: “é um tempo que a gente gasta aqui, distrai mais a nossa mente nesse lugar, é muito satisfatório”.
Chefe da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamília Silva, ressalta: “No momento em que elas estão trabalhando com terra, estão plantando, trabalha a ansiedade delas”. Foto: José Lucas/IapenA chefe da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamília Silva, explica que além da remição de pena, as atividades no viveiro trazem um ambiente melhor para todos, detentas e policiais, no sistema prisional: “No momento em que elas estão trabalhando com terra, estão plantando, trabalha a ansiedade delas. As flores transformam o nosso ambiente. A unidade prisional feminina é um ambiente muito aconchegante, no momento que você adentra pelos portões, você vê as flores, você tira o peso do sistema carcerário”.
A rotina das mulheres que trabalham com a jardinagem começa às 8h, elas são responsáveis por plantar, regar, adubar e cuidar de todas as plantas da unidade prisional. Pausam para o almoço às 11h30 e retornam ao trabalho às 13h30, encerrando o dia às 16h30.
Polícial Penal, Luciana Tavares coordena o trabalho e remição de pena no presídio feminino. Foto: José Lucas/IapenA policial penal Luciana Tavares, responsável pela parte de trabalho e remição, ressalta os impactos na vida das internas ao ter a oportunidade de trabalhar: “Quando a gente dá uma oportunidade para o trabalho, elas mudam o comportamento, começam a aceitar conselhos, começam a melhorar a forma de conviver com outras pessoas e passam a ver isso aqui como uma oportunidade de uma vida diferente lá fora. Algumas a gente conseguiu mudar completamente”.













