Urubu Cheiroso arrasta multidão e mantém tradição viva no Carnaval de Rio Branco

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A terceira noite do Carnaval Rio Branco Folia 2026 foi marcada pelo desfile simbólico do tradicional bloco Urubu Cheiroso, que transformou a Avenida Getúlio Vargas em uma grande passarela do samba neste domingo (15). A apresentação aconteceu antes do desfile oficial dos blocos, programado para segunda-feira (16), e reuniu centenas de foliões no centro de Rio Branco.

A equipe do site Amazônia Agora acompanhou de perto toda a movimentação e registrou a força de uma das agremiações mais tradicionais da capital acreana.

A concentração começou por volta das 17h, em frente ao prédio do INSS, com forte participação popular e a presença do prefeito Tião Bocalom e do vice-prefeito Alysson Bestene. O cortejo seguiu em clima de festa, reforçando a importância histórica do bloco para o carnaval de rua da cidade.

Presidente do Urubu Cheiroso, Álvaro Mendes destacou a trajetória da agremiação e sua capacidade de mobilização. Segundo ele, em anos anteriores o grupo chegou a arrastar mais de 10 mil pessoas e conquistou quatro títulos em concursos carnavalescos. “O bloco reúne multidões e mantém viva a tradição do carnaval de rua”, afirmou.

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Programação diversificada

A noite contou com uma programação ampla, pensada para todos os públicos. As atividades começaram às 16h com o DJ Patrick, que também participou da agenda voltada para o público infantil. Ao longo da noite, o palco recebeu ainda o DJ Pedrinho do Pânico e bandas locais, com shows que seguiram até a madrugada.

Além das atrações musicais, houve espaço para crianças, idosos e pessoas com deficiência, reforçando o caráter inclusivo do Carnaval Rio Branco Folia 2026.

Tradição que atravessa gerações

Fundado em 1983, o bloco Urubu Cheiroso se consolidou como um dos principais símbolos do carnaval de rua da capital. Após um período de recesso iniciado em 1991, a agremiação ficou 25 anos sem desfilar, retornando apenas em 2014. Durante a pandemia da Covid-19, as atividades foram novamente suspensas por quatro anos, sendo retomadas em 2024.

A origem do nome surgiu de forma inusitada, após um clássico entre Flamengo e Fluminense, no Rio de Janeiro. De acordo com Álvaro Augusto Mendes, um dos fundadores e torcedor do tricolor carioca, a ideia nasceu depois que um urubu pousou próximo à torcida rival — cena que acabou inspirando a identidade irreverente do bloco.

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Nos anos 1980, o Urubu Cheiroso viveu seu auge, reunindo cerca de 10 mil foliões aos domingos que antecediam o carnaval. A concentração acontecia na tradicional Sorveteria do Fabiano, onde os brincantes se preparavam com a famosa “gravata”, mistura de sorvete de cajá com cachaça.

Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 1986, quando boatos de que seriam soltos urubus vivos na avenida quase levaram o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis a barrar o desfile. A polêmica aumentou ainda mais a expectativa do público e, naquele ano, o bloco desfilou com o enredo “Urubu Rei no Voo no Acre”, conquistando seu primeiro título oficial.

Mais uma vez, o Urubu Cheiroso mostrou por que atravessa gerações e segue como um dos maiores patrimônios culturais do carnaval de Rio Branco, mantendo viva a alegria e a tradição da folia acreana

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