EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas, diz agência

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EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas, diz agência

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante um evento sobre a acessibilidade dos custos da saúde, no qual anunciou um acordo com a empresa farmacêutica Regeneron para reduzir os preços dos medicamentos, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 23 de abril de 2026
Brendan SMIALOWSKI / AFP
O governo Trump está considerando suspender a Espanha da Otan e rever sua posição sobre a soberania das ilhas Malvinas para punir aliados por falta de cooperação na guerra que os EUA travam contra o Irã, revelou nesta sexta-feira (24) a agência de notícias Reuters.
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As possíveis medidas foram reveladas à Reuters por uma autoridade do governo norte-americano e estão circulando internamente no Pentágono em uma troca de e-mails. As mensagens trazem opções avaliadas pelo governo Trump para punir aliados da Otan que, na avaliação de Washington, falharam em apoiar aos EUA na guerra contra o Irã.
Membro mais poderoso da Otan e por vezes visto como “líder” da coalizão, os EUA pediram ajuda dos demais países da aliança (que inclui o Canadá e europeus) para ajudar na guerra no Oriente Médio.
Os aliados, no entanto, se negaram a desempenhar um papel ativo no conflito, alegando que não desejavam ser arrastados para os confrontos contra Teerã.
Ainda não se sabe como os EUA poderiam buscar a suspensão da Espanha da Otan, nem se isso seria possível. O tratado fundador da aliança militar não prevê qualquer mecanismo para suspensão de membros, confirmou uma fonte da Otan à Reuters.
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Ilhas Malvinas
Já sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland), os EUA consideram formalmente que o arquipélago pertence ao Reino Unido, apesar de estar localizado na costa da Argentina. A reversão dessa posição pelos EUA seria excepcional entre os aliados históricos.
Em resposta, o governo britânico reiterou nesta sexta-feira sua soberania sobre as Malvinas. (Leia mais abaixo)
A soberania sobre as ilhas Malvinas, inclusive, é um ponto de atrito entre os governos britânico e argentino.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta sexta que os EUA “merecem aliados que sejam leais” e voltou a criticar os europeus pela falta de ajuda no conflito contra o Irã.
“Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. (…) Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais”, afirmou Hegseth.
Europeus saem em defesa da Espanha
Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha
Yves Herman/Reuters
Diversos europeus saíram em defesa da Espanha nesta sexta. O governo da Alemanha afirmou que questionar a participação espanhola na Otan está fora de questão.
A primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, afirmou que a Otan precisa continuar unida para ser forte.
Questionado sobre a informação da Reuters, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que não especulará em cima de e-mails internos e que vai considerar apenas documentos ou declarações oficiais vindas do governo dos EUA.
Reino Unido reitera soberania sobre ilhas Malvinas
Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer
Reuters
Um porta-voz do gabinete do premiê britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido é soberano sobre as ilhas Malvinas.
“Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é de longa data e não mudou. A soberania pertence ao Reino Unido e o direito à autodeterminação das ilhas é primordial. Essa tem sido nossa posição consistente e continuará sendo”, afirmou o porta-voz a jornalistas.
O representante de Starmer disse ainda que o Reino Unido expressou essa posição “de forma clara e consistente a sucessivos governos dos EUA”.
Questionado se Starmer via isso como uma tentativa dos EUA de pressioná-lo a entrar na guerra contra o Irã, seu porta-voz disse: “Ele já falou sobre isso e também afirmou que essa pressão não o afeta, e que sempre agirá no interesse nacional — e isso continuará sendo o caso.”
Contexto: Reino Unido e Argentina travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de tomá-las. Cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram antes da rendição argentina.

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