Estado está entre os nove do país com 100% dos municípios integrados às plataformas federais, facilitando o monitoramento de consultas, exames e cirurgias.
O Acre está entre os nove estados brasileiros que alcançaram 100% de adesão dos municípios aos sistemas federais de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O levantamento coloca o estado como referência na integração às plataformas nacionais de gestão da saúde pública.
De acordo com o relatório, todos os municípios acreanos utilizam pelo menos um dos sistemas federais de regulação, como o Sisreg ou o e-SUS Regulação, ferramentas que auxiliam no gerenciamento das filas de consultas, exames e cirurgias especializadas.
Além do Acre, também registraram adesão integral Alagoas, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
A auditoria foi realizada no contexto do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo Federal voltada à ampliação do acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados no SUS.
Norte lidera integração
O levantamento mostra que a Região Norte apresenta um dos melhores desempenhos do país, com 96% de adesão às plataformas federais de regulação.
Em contraste, o Sudeste registrou o pior índice nacional, com apenas 15,8% dos municípios utilizando os sistemas federais. O destaque negativo ficou com São Paulo, onde somente 11,2% das cidades aderiram às plataformas.
Falta de dados compromete monitoramento
Segundo o TCU, a baixa adesão dos estados mais populosos dificulta a consolidação de um panorama nacional sobre as filas do SUS.
A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), responsável por reunir essas informações, registrou apenas 6,8% das cirurgias eletivas realizadas pelo sistema público em 2024, percentual considerado insuficiente para refletir a realidade do país.
O ministro Bruno Dantas, relator da auditoria, destacou que a ausência de informações provenientes dos maiores estados compromete a qualidade das estatísticas nacionais e dificulta o acompanhamento do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas.
Para o TCU, ampliar a adesão aos sistemas federais é essencial para fortalecer a gestão da saúde pública, aumentar a transparência e permitir um planejamento mais eficiente da oferta de serviços à população.












