A votação de um Projeto de Lei (PL) da Prefeitura de Rio Branco, que prevê elevar o subsídio ao transporte público de R$ 2,63 para R$ 3,63 por passageiro, promete agitar os ânimos na Câmara Municipal nesta semana. A proposta, que beneficia a Ricco Transporte – única empresa em operação na capital –, já divide opiniões entre vereadores da oposição e da base governista.
Enquanto críticos apontam falta de transparência e ausência de dados sobre o impacto orçamentário, aliados pedem urgência na licitação para novas empresas. O vereador Fábio Araújo (MDB) disparou contra a tramitação acelerada:
“A Câmara virou um puxadinho da prefeitura. É inadmissível aprovar um projeto de subsídio sem mostrar o custo real. A presidência deveria devolver esse projeto”.
O vereador Raimundo Neném (PL), por outro lado, adotou um tom conciliador, mas cobrou agilidade da prefeitura:
“Se a licitação tivesse ocorrido no tempo certo, não estaríamos nesse impasse. Queremos que a prefeitura encaminhe logo esse processo para melhorar o transporte coletivo”.
📊 O que está em jogo
- O sistema atende cerca de 115 mil passageiros por dia com uma frota de 115 veículos.
- Sem o subsídio, a passagem poderia chegar a R$ 8,00, segundo a prefeitura.
- O PL propõe aumentar o aporte público em R$ 1,00 por passageiro, mas ainda deixaria um déficit de R$ 0,66 por viagem.
📢 Defesa da prefeitura
Em artigo publicado no portal ac24horas, o secretário de Comunicação, Ailton Oliveira, rebateu as críticas, classificando-as como “pobres de fundamentação”. Ele destacou que o subsídio é a única forma de manter a tarifa em R$ 3,50 para o usuário.
“Sem o subsídio, o trabalhador mais pobre pagaria integralmente os R$ 7,79 ou R$ 8,00. É simples: números não mentem. O subsídio não é capricho, é proteção para quem mais precisa”.
A votação do projeto deve ocorrer ainda nesta semana, em meio a cobranças por mais transparência, licitação urgente e alternativas para o futuro do transporte coletivo em Rio Branco.
✍️ Por Fabiano Azevedo – Site Amazônia Agora







