O ato público “Acorda Brasil”, realizado neste domingo (1º), às 15h, no Lago do Amor, em Rio Branco, reuniu apoiadores e lideranças de direita em um discurso marcado por críticas duras ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal. O principal orador foi o secretário municipal de Assistência Social e líder do movimento na capital, João Marcos Luz.
Durante a manifestação, Luz afirmou que, após os atos de 8 de janeiro de 2023, manifestantes identificados como patriotas passaram a sofrer perseguição. Segundo ele, o cenário gerou medo entre apoiadores do movimento.
“Depois do dia 8 de janeiro de 2023, houve uma perseguição implacável contra os patriotas. Muitas pessoas ficaram com medo de ir às ruas, de falar, de se pronunciar”, declarou.
Marcha a Brasília e expansão do movimento
O secretário também citou uma mobilização organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, que teria saído de Minas Gerais em direção a Brasília.
“O Nikolas puxou uma marcha de Minas Gerais a Brasília. Eu estive lá. Nós oramos, clamamos e falamos que o Brasil não pode continuar do jeito que está. A partir daí começou o Acorda Brasil, que hoje acontece em todas as capitais”, afirmou.
Críticas à economia e à segurança
Em tom contundente, Luz criticou a condução da economia pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando dados sobre inflação.
“Só em 2026, nesses primeiros meses, já temos quase 1% de aumento da inflação, chegando a 8,6%. Nós não podemos aceitar isso”, disse.
Ele também fez críticas ao aumento de taxas e direcionou declarações à primeira-dama e ao presidente, afirmando que o governo promove gastos excessivos.
Na área da segurança pública, o secretário declarou que o país vive um momento de insegurança generalizada e acusou o governo federal de fragilidade no combate ao crime.
Ataques ao STF e a ministros
O discurso também teve como alvo o Supremo Tribunal Federal. João Marcos Luz citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, afirmando que instituições que antes eram respeitadas estariam sendo “manipuladas”.
“Instituições que eram caras ao povo brasileiro hoje estão sendo manipuladas. Você vê o STF envolvido em escândalos”, declarou.
Ele também mencionou investigações relacionadas ao INSS e criticou o atual cenário político nacional.
Pedido de impeachment
Encerrando o pronunciamento, o secretário defendeu o afastamento do presidente da República e de ministros do STF.
“O governo do Lula apodreceu. Não dá mais para recuperar nada. A única saída é fora Lula, fora Moraes, fora Toffoli e fora corrupção”, concluiu.
O evento ocorreu de forma pacífica e reuniu apoiadores no espaço público da capital acreana. O portal Amazônia Agora acompanhou a movimentação e traz os principais destaques do ato, que reforça a mobilização de grupos conservadores em Rio Branco e em outras capitais do país.












